Governo italiano nega alerta de ataques russos, diz ministro
O governo italiano, por meio de seu ministro da Defesa, Guido Crosetto, negou nesta quinta-feira que um suposto alerta sobre possíveis ataques russos contra Itália, França e Espanha, publicado pelo jornal espanhol “El Mundo”, tenha sido confirmado pelas autoridades do país.
Crosetto classificou a reportagem como algo que “não serve a ninguém” e que “não foi confirmado”, reiterando a necessidade de cautela em um cenário internacional tenso.
Segundo o ministro, diante do cenário internacional “difícil e tenso”, “colocar lenha na fogueira não ajuda ninguém”.
O que o jornal espanhol El Mundo divulgou? A reportagem do “El Mundo” revelou que serviços de inteligência dos Estados Unidos teriam identificado planos russos para uma possível operação com drones lançados de navios mercantes no Mediterrâneo.
A publicação espanhola explicou que os drones poderiam ser transportados em contêineres e lançados a algumas centenas de quilômetros da costa.
O voo levaria entre uma hora e 15 minutos e duas horas, dependendo da velocidade real.
O modelo mencionado é o Gerbera, descrito como um dispositivo de aproximadamente dois metros de comprimento, com envergadura de 2,5 metros, peso de até 18 quilos, velocidade de cerca de 160 km/h e alcance estimado em 600 quilômetros.
Sua pequena carga explosiva (quatro a cinco kg) é insuficiente para destruir uma grande estrutura, mas pode provocar incêndios, danificar equipamentos expostos ou paralisar temporariamente as operações de um porto ou aeroporto.
“Eles usarão drones lançados do mar, escondidos dentro de contêineres de carga; não é nada difícil”, explicou uma fonte próxima ao Ministério da Defesa da Lituânia à publicação.
O “El Mundo” apresentou ainda um mapa para detalhar que grande parte do território italiano estaria dentro do alcance potencial desses aparelhos, com exceção do Nordeste do país.
A reportagem atribuiu as revelações a fontes de segurança e defesa europeias e afirmou que autoridades de Espanha, França e Itália teriam sido avisadas sobre a possibilidade de uma operação russa.
Inteligência italiana nega informação de alerta A Lituânia, assim como outros países, teria tomado conhecimento da informação logo após a misteriosa viagem do diretor da CIA, John Ratcliffe, a Moscou, em 25 de agosto.
Fontes, inclusive, indicaram que os governos da Itália, Espanha e França já estão cientes.
A publicação também observa que os três países “realizarão campanhas eleitorais e eleições em 2027 e abrigam forças radicais capazes de explorar o medo e a desilusão em relação à Ucrânia”.
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