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De óculos inteligentes a broches com IA, receios sobre privacidade desafiam próxima aposta do setor de tecnologia

UOL Notícias ·
De óculos inteligentes a broches com IA, receios sobre privacidade desafiam próxima aposta do setor de tecnologia

SÃO FRANCISCO/NOVA YORK, 22 Set (Reuters) - As empresas que apostam em uma era pós-smartphone com dispositivos de IA alimentam temores em relação à privacidade em todo o mundo, sentimento ​que pode retardar a adoção dessa tecnologia emergente.

A reação contra ​dispositivos capazes de ver, ouvir e responder ao mundo ao seu redor tem sido mais forte em relação aos óculos Ray-Ban da Meta , que popularizaram os óculos inteligentes ao combinar o design moderno da EssilorLuxottica com a IA da gigante das redes sociais, ​em busca da “superinteligência pessoal”.

A Meta deve apresentar óculos inteligentes sem câmera já nesta quarta-feira, em sua conferência Connect, segundo reportagens, destacando o equilíbrio delicado que as empresas enfrentam ao buscar uma fatia do mercado de smartphones, ‌avaliado em mais de US$600 bilhões.

Os fabricantes de dispositivos estão testando uma variedade de formatos para superar essas preocupações, desde óculos e broches até pingentes e gravadores de voz que se prendem magneticamente a um celular, segundo entrevistas da Reuters com quase uma dúzia de executivos de tecnologia, analistas e especialistas jurídicos. Algumas empresas estão obtendo aceitação mais rápida no setor empresarial do que entre os consumidores.

O desfecho do debate sobre privacidade poderá moldar um mercado que as empresas de tecnologia veem como a próxima grande plataforma de computação. Se as empresas não conseguirem conquistar a confiança do público, ‌os mesmos recursos que tornam úteis os dispositivos vestíveis com inteligência artificial -- câmeras sempre ligadas, microfones e percepção do ambiente -- correm o risco de se tornar um obstáculo à sua adoção.

“Os formatos ​vencedores serão aqueles que tornarem a interação mais natural, útil e confiável”, disse Jay Kim, vice-presidente executivo da divisão de dispositivos móveis da Samsung , em entrevista à Reuters ‌em julho. À medida que a IA assume mais tarefas, disse ele, os usuários exigirão sistemas que permaneçam seguros e sob seu controle.

A Samsung planeja entrar no mercado de óculos inteligentes ainda neste ano por ‌meio de parcerias com a Gentle Monster ‌e a Warby Parker , mas não vê os dispositivos como substitutos dos smartphones.

Para algumas startups, no entanto, resolver o problema da privacidade pode ser uma questão ⁠de sobrevivência.

Em conversa com jornalistas em dezembro, o presidente-executivo da OpenAI, Sam Altman, descreveu sua visão de um dispositivo sempre ligado, capaz de compreender o ambiente ao redor do usuário e saber quando ajudar e quando ficar em silêncio. Ele argumentou que tais produtos precisariam, em última instância, processar dados localmente, em vez de enviar informações continuamente para a ​nuvem.

“Você quer um dispositivo em que ​possa confiar... que tenha o contexto completo e saiba quando ser útil e quando não ser”, disse ele. “Se um dispositivo vai ficar ouvindo e observando toda a sua vida, a maioria das pessoas não vai querer que isso seja feito em um servidor na nuvem.”

Especialistas afirmam que o principal desafio é que os dispositivos de IA se tornam mais úteis à medida que coletam ⁠informações sobre o ambiente ao seu redor.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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