Dia das Crianças: Entenda como brincadeiras ajudam no desenvolvimento do cérebro e na fala
Projeto no ISD estimula interação entre bebês para neurodesenvolvimento Divulgação A primeira infância - período entre a gestação e os seis anos de idade - é considerada a principal fase para o desenvolvimento do cérebro humano.
Segundo especialistas, apenas o ato de brincar é uma ferramenta terapêutica capaz de estimular as conexões neurais, o desenvolvimento neurofuncional e a comunicação das crianças.
Baseado nessa lógica, um projeto no Instituto Santos Dumont (ISD) - uma Organização Social do governo federal localizada em Macaíba (RN) e supervisionada pelo Ministério da Educação - se utiliza da interação entre bebês para estimular a linguagem na primeira infância. 📳 Clique aqui para seguir o canal do g1 RN no WhatsApp Kettily Katiane, mãe de Arthur Gael, de um ano e 11 meses, participa das atividades do grupo semanalmente.
"O grupo estimula ele a brincar, a participar de brincadeiras e interações com outras crianças e a partilhar brinquedos e objetivos.
Percebo que ele está aprendendo a se comunicar com outras crianças e com o mundo ao seu redor", relata.
Especialista orienta famílias sobre estímulos na primeira infância A fonoaudióloga e preceptora do ISD, Mirelly Danglês, explica que a evolução das crianças resulta do contato com outras pessoas e da troca de experiências entre os familiares.
"O MultiGIS objetiva promover a interação social entre os bebês e as crianças, além da aprendizagem prática das famílias sobre estratégias de estímulo para a comunicação", disse. ➡️ O MultiGIS é o Grupo Multiterapêutico de Interação Social, projeto que estimula a linguagem e incentiva o protagonismo da família no cuidado.
O projeto ocorre no Centro de Educação e Pesquisa Anita Garibaldi, em Macaíba.
Segundo a especialista, na fonoaudiologia, o lúdico é visto como a base da linguagem.
Os bebês aprendem a se comunicar ao imitar sons, gestos e expressões faciais.
Brincar vai além da diversão A psicóloga e preceptora do ISD Júlia Carmo explica que a brincadeira nessa fase da vida ultrapassa apenas a questão do entretenimento.
"Para o bebê e para a criança pequena, brincar é uma das principais maneiras de conhecer o próprio corpo, experimentar o ambiente, estabelecer relações, desenvolver a comunicação, expressar emoções e construir novas aprendizagens", diz.
Segundo a especialista, os adultos devem participar desse processo por meio da observação e do acolhimento.
A interação, como responder aos balbucios ou acompanhar o interesse do bebê por um objeto, auxilia na formação da arquitetura cerebral.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Rio Grande do Norte.