Para Durigan, Brasil precisa reconquistar o grau de investimento
Prometido em 2024 pelo então ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o tão sonhado grau de investimento não veio no terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Concebido pelas agências de classificação de risco a países com as contas em dia, trata-se de uma espécie de selo de bom pagador muito valorizado pelos investidores estrangeiros.
Grandes fundos globais são impedidos pelo seu estatuto de investir em papéis de países que não possuam o grau de investimento – um status que o Brasil ostentou de 2008 a 2015, quando o perdeu em meio à grave crise econômica do governo Dilma.
Agora, Dario Durigan, sucessor de Haddad na Fazenda e porta-voz da campanha de Lula à reeleição para temas econômicos, resgata o assunto como sinal de que um eventual quarto mandato do petista será comprometido com o ajuste fiscal.
“Eu defendo que a gente volte a ter grau de investimento”, afirmou nesta quinta-feira 8 em entrevista à emissora CNN.
Durigan lembrou Lula foi responsável por mudar o perfil da dívida brasileira que, por décadas, estava na mão de credores estrangeiros.
Em dezembro de 2005, na primeira passagem do petista pelo Palácio do Planalto, o Brasil pagou antecipadamente uma dívida de 15 bilhões de dólares que possuía junto ao Fundo Monetário Internacional.
“Não tem risco para quem compra a dívida, porque nossa dívida é toda doméstica”, afirmou.
“Não tem nenhum risco de calote.” Segundo o ministro, o caminho para resgatar a confiança do mercado e assegurar a melhora da nota de risco do país passa por um “trabalho responsável” na área fiscal com o objetivo de reduzir a taxa de juro.
Para Durigan, são os juros altos que elevaram a dívida pública de 72% para 83% do produto interno bruto durante o terceiro mandato de Lula.
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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em veja.abril.com.br — o conteúdo pertence a Veja.