Uso de IA em colonoscopia para síndrome de Lynch pode aumentar diagnóstico
Um estudo aponta que a colonoscopia assistida por inteligência artificial (IA) pode aumentar a taxa de detecção de adenomas na população em geral , mas há poucos dados sobre seus benefícios na síndrome de Lynch.
A análise “O rendimento da inteligência artificial (GI genius) na síndrome de Lynch – Um ensaio clínico randomizado de colonoscopia em tandem”, divulgada em setembro de 2026, pela revista científica National Library of Medicine, submeteu pacientes com síndrome de Lynch a uma primeira colonoscopia com endoscopia de luz branca de alta definição para realizar uma segunda colonoscopia com HD-WLE ou com um dispositivo assistido por inteligência artificial (IA).
Todos os pólipos visualizados foram removidos e o tamanho, a histologia e o número de pólipos detectados em cada exame foram registrados.
Leia Mais Inteligência artificial agiliza triagem clínica para atendimento médico Obstrução intestinal levou a descoberta de câncer em Raoni; entenda o diagnóstico Pesquisadores defendem inclusão de IA nos cursos de medicina para capacitar Foi concluído que a inteligência artificial não apresentou diferença significativa na detecção de adenomas em pacientes com síndrome de Lynch, no contexto da colonoscopia de alta definição, com tempo de retirada prolongado.
O especialista aponta que no grupo que utilizou inteligência artificial na segunda avaliação, foram encontrados seis adenomas adicionais.
No grupo que repetiu a colonoscopia convencional, foram encontrados dois.
Isso correspondeu a 33,3% das lesões do grupo da IA sendo encontradas apenas na segunda avaliação, contra 11,1% no grupo convencional.
“É uma diferença numericamente interessante, mas ela não foi estatisticamente significativa.
Em outras palavras, o estudo não conseguiu demonstrar com segurança que essa diferença ocorreu realmente por causa da inteligência artificial e não pelo acaso”, afirma o coloproctologista, médico cirurgião especialista no diagnóstico e no tratamento clínico e cirúrgico de doenças do intestino delgado, intestino grosso (cólon), reto e ânus, Danilo Munhóz.
IA utilizada na colonoscopia O coloproctologista, Danilo Munhóz, explica que de forma geral, a inteligência artificial pode funcionar como um segundo olhar durante o exame.
“Na prática, a inteligência artificial funciona como uma espécie de segundo par de olhos durante a colonoscopia.
Enquanto o médico movimenta o aparelho e observa o intestino, o sistema analisa as imagens em tempo real.
Quando identifica uma área que se parece com um pólipo, ele chama a atenção do examinador diretamente na tela.
A decisão continua sendo do médico.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.cnnbrasil.com.br — o conteúdo pertence a CNN Brasil.