Nepal enterra vítimas sem identificação para evitar riscos com decomposição
As inundações no Nepal levaram o país a começar neste sábado (29) o enterro de vítimas sem identificação retiradas do rio Trishuli. A medida busca evitar riscos à saúde pública diante da decomposição dos corpos, segundo informações da agência EFE.
As autoridades já enterraram 100 dos 269 corpos recuperados do rio até sábado. A polícia informou que os demais serão sepultados gradualmente.
Todos os corpos terão amostras de DNA coletadas antes do enterro. A polícia manterá registros com números de identificação para que familiares possam localizar e pedir a exumação dos restos mortais em caso de confirmação posterior.
Devghat, no centro do Nepal, foi escolhido para receber os corpos não identificados e não reclamados. Cada vítima recebe uma placa de aço com um número único de identificação.
As enchentes que atingiram o norte do Nepal deixou 682 mortos no país e na região chinesa do Tibete. Cerca de 3.000 pessoas continuam desaparecidas, enquanto equipes recuperam novos corpos no rio Trishuli.
O governo nepalês voltou atrás na decisão de manter equipes estrangeiras fora das áreas atingidas. O país havia dito na quarta-feira (26) que tinha capacidade para conduzir sozinho os trabalhos de resgate.
Índia, China, Austrália e Coreia do Sul poderão enviar especialistas em resgate em túneis, análise de DNA e perícia forense. O ministro das Relações Exteriores, Sishir Khanal, afirmou: "Estamos permitindo um número limitado de especialistas em determinadas áreas."
Os sistemas hidrelétricos atingidos pelo desastre concentram uma das principais dificuldades das buscas. A Autoridade Nacional para a Redução e Gestão do Risco de Desastres afirma que 933 trabalhadores e funcionários desses locais seguem desaparecidos.
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