Julgamento no STF: o que pesa contra Moraes e o que o ministro diz em sua defesa
Moraes se manifesta sobre relatório da PF que revelou mensagens enviadas por Vorcaro a ele O plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) se reúne nesta terça-feira (15), em sessão extraordinária, para analisar o relatório da Polícia Federal (PF) sobre mensagens atribuídas a Daniel Vorcaro, ex-dono do extinto Banco Master, e ao ministro Alexandre de Moraes.
Os ministros vão discutir se os elementos reunidos no relatório justificam a abertura de uma investigação contra o magistrado.
A sessão foi convocada pelo presidente da Corte, Edson Fachin, e ocorre em meio a questionamentos sobre a validade do relatório e o alcance da análise feita pelo Supremo.
Na véspera do julgamento, Moraes se manifestou pela primeira vez sobre o caso, e negou ter cometido qualquer irregularidade.
O ministro afirmou que nunca favoreceu o Banco Master ou Vorcaro e que jamais julgou processos envolvendo o banqueiro ou a instituição financeira.
Veja abaixo o que pesa contra Moraes e os principais argumentos apresentados por ele em sua defesa reunidos pelo g1.
André Mendonça e Alexandre de Moraes em sessão do Supremo em 2 de setembro de 2026 Antonio Augusto/STF O que pesa contra Moraes As suspeitas que levaram à análise do caso pelo STF estão relacionadas a mensagens e anotações encontradas no celular de Daniel Vorcaro. 🔎O mecanismo usado por ele (de prints do bloco de notas e envio de fotos temporárias) não permite recuperação das mensagens recebidas, apenas das enviadas pelo banqueiro.
Por isso, o relatório não identifica o que Moraes teria respondido, apenas o que Vorcaro enviou.
O material foi analisado pela PF e deu origem a um relatório que passou a ser discutido no Supremo.
Entre os principais pontos estão: ➡️Contrato de R$ 130 milhões com o Master Registros digitais e metadados obtidos na investigação apontam que Moraes atuou na edição de um contrato de cerca de R$ 130 milhões entre o escritório da mulher dele, Viviane Barci de Moraes, e Vorcaro.
Além do contrato milionário, o escritório de Viviane Barci de Moraes firmou um segundo acordo, de R$ 50 milhões, com outra empresa de Vorcaro, segundo a Polícia Federal. ➡️ Banqueiro mandou mensagem a Moraes dois dias antes de ser preso, segundo PF Além disso, trocas de mensagens recuperadas no celular do banqueiro sinalizam que o ministro discutia com o ex-dono do Banco Master a possibilidade de a PF deflagrar uma operação contra ele.
No dia 15 de novembro de 2025, sábado, Vorcaro questionou Moraes: "Acha que segunda já tenho que estar fora?" Quarenta e oito horas depois, na noite de 17 de novembro, segunda-feira, o banqueiro foi preso pela PF quando tentava embarcar em um jato particular.
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