Fuga de Flávio Bolsonaro: viagem custou US$ 140 mil e foi contratada por estadunidense ao lado de assessor de Milei
O jatinho Gulfstream G400, matrícula LV-JQW, usado na fuga de Flávio Bolsonaro (PL), da esposa Fernanda Bolsonaro e de duas filhas do casal para os EUA, foi contratado por um corretor de viagens dos Estados Unidos, que teria ligado para a Baires Fly de um telefone próximo a Santiago Caputo, assessor especial do presidente argentino Javier Milei.
A viagem teria custado US$ 140 mil e quem pagou continua um mistério.
LEIA TAMBÉM: Quem está por trás da fuga de Flávio Bolsonaro? Ação na PF mira rede internacional de apoio Governo Javier Milei auxilia fuga de Flávio Bolsonaro e aprofunda crise na relação com o Brasil Flávio Bolsonaro e esposa podem ter poder familiar suspenso e até enfrentar prisão por fuga com filhas, alerta jurista Custo Flávio Bolsonaro: senador consumiu ao menos R$ 65,8 milhões em recursos públicos nos últimos 8 anos As informações foram divulgadas pelo jornal argentino La Nación, que afirma ainda que o assessor de Milei estava no Aeroporto de Cataratas do Iguaçu, em Puerto Iguazú, durante o embarque de Flávio Bolsonaro e família, na noite de terça-feira (27), e a decolagem da aeronave, à 0h21 de quarta-feira (28).
Após escala em Guayaquil, no Equador, o jato aterrissou no Aeroporto Executivo de Miami-Opa Locka por volta das 10h30 do mesmo dia.
Segundo o jornal argentino, o corretor de aviação estadunidense entrou em contato com um executivo da Baires Fly, que estava nos EUA, na tarde de segunda-feira (26), dizendo, inicialmente, que precisava de um avião naquela mesma noite em Foz do Iguaçu para transportar “oito passageiros brasileiros”.
Sem conhecer o corretor, a empresa teria exigido o pagamento antecipado do valor, e os US$ 140 mil foram transferidos rapidamente para o pagamento do voo de ida para Miami.
Corrida contra o tempo Em duas horas, a tripulação se deslocou para o Aeroporto Aeroparque, em Buenos Aires, para levar a aeronave até Puerto Iguazú.
O jatinho chegou à cidade, que faz fronteira com o Brasil, às 23h45 de segunda-feira.
O voo estava inicialmente previsto para as 2h de terça-feira (27).
Flávio Bolsonaro já estaria de posse do passaporte italiano — visto que o documento brasileiro era alvo de pedido de apreensão.
A Itália faz parte do programa de isenção de vistos nos EUA.
No entanto, o senador precisava ter tirado uma autorização eletrônica de viagem, obtida online, e que deve ser solicitada com 72 horas de antecedência.
Sem o documento, a tripulação teria recebido uma mensagem da empresa: “Não vai acontecer, vão para o hotel”.
O piloto e os tripulantes só retornariam ao aeroporto na tarde de terça-feira, já sob especulações de que Flávio Bolsonaro já teria partido para os EUA.
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