Universidades e centros de pesquisa têm histórico de incêndios e desastres no Brasil; relembre os casos
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O incêndio registrado na quarta-feira (7) em um prédio da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco ) causou uma perda inestimável para a ciência e um prejuízo de cerca de R$ 100 milhões, segundo a reitoria . A polícia investiga as causas do incidente.
O caso não é isolado. Incêndios, estruturas deterioradas e desastres naturais, como temporais e enchentes, atingiram universidades, centros educacionais, museus e institutos com décadas de pesquisas científicas em diversas áreas, além de um montante em prejuízos financeiros relacionados a equipamentos e questões patrimoniais.
Veja abaixo alguns dos principais casos que atingiram a ciência e a cultura no Brasil.
A Polícia Federal instaurou inquérito para investigar o incêndio de quarta que atingiu o prédio da UFPE , onde funcionavam vários laboratórios de fármacos, informática e genética. A corporação ainda não sabe se o fogo foi acidental ou criminoso. Não houve feridos.
"Nós perdemos o andar superior completamente. Estimamos em termos de equipamentos, insumos e material de maneira geral, uma aproximação de R$ 100 milhões", afirma Alfredo Macedo Gomes, reitor da universidade.
"Outra grande perda do laboratório foram as pesquisas, em torno de 80 dissertações e teses de doutorado. Perda irreparável porque dados de 20 anos de pesquisa eram também guardados nos espaços", acrescentou.
Este é o terceiro incêndio na universidade em pouco mais de uma semana. No último domingo (4), outro incidente foi registrado no laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências, atingindo freezer e ar-condicionado. Também não houve feridos neste caso.
No dia 30 de setembro, um incêndio atingiu um laboratório do Departamento de Física. A suspeita da universidade é que o fogo tenha começado em uma câmara de alta temperatura usada no aquecimento de substâncias. Esses dois últimos casos são considerados de pequeno porte.
Os temporais de setembro deste ano causaram danos milionários à rede federal de educação no sul do Rio Grande do Sul . Somando estragos de diferentes instituições, a conta inicial é de pelo menos R$ 4,8 milhões .
Dos 14 campi do IFSul (Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Sul-rio-grandense), nove sofreram danos. A cidade de Pelotas, uma das mais afetadas pelo evento climático, concentra os maiores prejuízos –a direção calcula serem necessários R$ 2,1 milhões para a recuperação emergencial dos prédios afetados.
Já no CaVG (Campus Visconde da Graça), que faz parte do IFSul e também fica em Pelotas, os danos estão na casa de R$ 720 mil. A estimativa ainda é preliminar, e o prejuízo pode ser maior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www1.folha.uol.com.br — o conteúdo pertence a Folha · Cotidiano.