Pentágono emprestou US$ 620 milhões a fábrica ligada a Trump Jr.; parceira mira minério da Bahia
Uma fabricante americana de ímãs que recebeu investimento de um fundo ligado a Donald Trump Jr. conseguiu um empréstimo de US$ 620 milhões do Pentágono e firmou um acordo preliminar com uma mineradora que pretende explorar terras raras no sul da Bahia.
A Vulcan Elements, beneficiada por uma operação que chegou ao governo americano por iniciativa de um assessor da Casa Branca, assinou o memorando com a Energy Fuels, companhia que controla quase 17 mil hectares de áreas minerárias próximas a Abrolhos.
O projeto brasileiro ainda depende de licenciamento, e o fornecimento inicial previsto no acordo utiliza minério dos Estados Unidos.
A mina que ainda não saiu do papel A Energy Fuels, companhia negociada na bolsa americana, controla 19 processos na Agência Nacional de Mineração (ANM).
Juntos, abrangem 16.970 hectares no extremo sul da Bahia.
O solo da região contém monazita, mineral rico em terras raras, usadas em celulares, carros elétricos e armamentos.
Segundo a empresa, a areia pode conter urânio.
O Brasil tem a segunda maior reserva desses metais no planeta; a participação americana na mina de Goiás está detalhada em Terras raras: o minério que Trump quer do Brasil e Flávio oferece aos EUA .
A área fica entre Prado, Alcobaça, Caravelas e Nova Viçosa.
Ali há vilas de pescadores, praias de areia escura e a terra indígena Pataxó Comexatibá.
Em frente fica o mar de Abrolhos, um dos principais berçários de baleias jubarte do Atlântico Sul.
O projeto está no começo.
O órgão ambiental da Bahia não deu licença, e ambientalistas apontam que os Pataxó não foram consultados, segundo o jornal Correio, de Salvador.
A Energy Fuels anunciou a compra do projeto em 2022, por US$ 27,5 milhões (R$ 137 milhões), e a concluiu em 2023.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em revistaforum.com.br — o conteúdo pertence a Revista Fórum.