Boi gordo bate recordes e se aproxima de R$ 400 por arroba
O preço do boi gordo no Brasil renovou recordes nominais no início de outubro, com a arroba se aproximando de R$ 400 nos contratos futuros.
Na quinta-feira, 8, o indicador Datagro em São Paulo chegou a R$ 376,13, enquanto o Cepea/Esalq fechou em R$ 376,30.
Na B3, o contrato com vencimento em outubro foi ajustado a R$ 388 por arroba.
A alta é impulsionada pela oferta restrita de animais e pela expectativa de antecipação de abates para atender à demanda externa.
O Brasil esgotou em 29 de setembro a cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina destinada à China em 2026.
Os embarques excedentes estão sujeitos a uma sobretaxa de 55%, além da tarifa regular de 12%.
Para 2027, o limite aumentará para 1,128 milhão de toneladas, e o setor estima que ele possa ser atingido já em março ou abril.
Os Estados Unidos também influenciam o mercado.
Em agosto, o governo de Donald Trump anunciou uma cota adicional de 300 mil toneladas para importação de aparas de carne bovina magra, com tarifas reduzidas.
A medida vale até novembro e contempla fornecedores de diferentes países.
Entre janeiro e agosto, as exportações brasileiras de carne bovina aos EUA cresceram 37,2%, para cerca de 241 mil toneladas.
A ampliação da cota enfrenta resistência no Congresso americano.
Apesar da demanda externa, o setor enfrenta incertezas comerciais.
A China responde por mais de 40% do volume de carne bovina exportado pelo Brasil, e a Abiec projeta queda de cerca de 10% nas exportações totais em 2026.
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