'Não dou nem água': frase foi usada por chefe de cartório eleitoral em publicação que defende boicote e demissões por posição política
2º turno das eleições: Piauí registrou 337 votos após 17h no domingo "Não dou nem água".
A frase foi publicada pela chefe do Cartório Eleitoral de Piripiri, Lucimeire Barroso, ao compartilhar em uma rede social uma postagem que defendia o boicote a estabelecimentos comerciais e a demissão de trabalhadores em razão de posicionamentos políticos.
LEIA TAMBÉM: Chefe de cartório é exonerada após publicação que defende boicote e demissões por posição política no PI TRE-PI apura publicação de servidora que defende boicote e demissões por posição política Após a repercussão do caso, ela foi exonerada do cargo de confiança que ocupava na Justiça Eleitoral, segundo informou nesta quarta-feira (28) o presidente do TRE-PI, desembargador José Wilson Júnior.
O g1 tenta contato com a servidora. ✅ Siga o canal do g1 Piauí no WhatsApp Segundo registros obtidos pelo g1, a publicação compartilhada pela servidora sugere que empresários demitam funcionários identificados com determinado posicionamento político e que consumidores deixem de frequentar estabelecimentos ligados ao mesmo partido.
Ao repostar o conteúdo, a servidora escreveu a frase "Não dou nem água", uma expressão popularmente utilizada nas redes sociais para demonstrar forte reprovação ou rejeição a uma pessoa, grupo ou posicionamento.
Conduta incompatível com o cargo Em entrevista à TV Clube, o presidente do TRE-PI afirmou que a conduta é incompatível com as regras de neutralidade exigidas aos servidores da Justiça Eleitoral.
"Há uma vedação expressa para que servidores da Justiça Eleitoral não manifestem publicamente suas preferências eleitorais.
Isso é uma questão óbvia.
Claro que cada um tem o direito às suas escolhas políticas e às suas manifestações no ambiente privado, mas não pode externá-las ao público", explicou.
Segundo ele, a exoneração decorre do fato de a função exercida por Lucimeire ser um cargo de confiança vinculado à Presidência do tribunal.
"Por conta disso, e por se tratar de um cargo de confiança da Presidência, nós tivemos de exonerar a servidora da chefia do cartório", afirmou.
O desembargador destacou, no entanto, que a medida não representa uma conclusão sobre eventual irregularidade cometida pela servidora.
O caso será analisado por meio de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD), conduzido pela Corregedoria Regional Eleitoral.
"A servidora terá ampla oportunidade de apresentar o contraditório e a ampla defesa, além de justificar por que fez aquela postagem", disse.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Piauí.