Alcolumbre conta com 6×1 e traições até no PL para se reeleger; Motta anuncia ‘blocão’
No dia seguinte à eleição dos deputados e senadores, o comando do Congresso começou a se movimentar para garantir permanência no poder na próxima Legislatura.
O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), aposta na reeleição de Lula (PT), no apoio da esquerda e nas traições à direita para continuar na cadeira.
Mais adiantado, Hugo Motta (Republicanos-PB) já apresentou a reedição do apoio do bloco de partidos à sua candidatura, num movimento para isolar o PL, cuja bancada de 121 deputados será a maior desde 1990.
Conheça o JOTA PRO Poder, plataforma de monitoramento que oferece transparência e previsibilidade para empresas Depois do resultado do primeiro turno, Alcolumbre entendeu que estará na direita bolsonarista o seu principal adversário para se reeleger ao cargo no ano que vem.
Rogério Marinho (PL-RN) e Tereza Cristina (PP-MS) disputam a presidência da Casa contra o amapaense.
Alcolumbre, contudo, já deu início às articulações para se manter no comando do Senado e, para isso, conta com votos até do PL.
E, no PP de Tereza, aliados avaliam que boa parte da bancada estará com ele.
O voto para a escolha de presidente é secreto.
A natureza de uma eleição no Legislativo é muito mais pautada pelas relações interpessoais do que por ideologia.
Sobretudo no Senado, em que há 81 parlamentares — muito menos do que os 513 da Câmara.
Alcolumbre conta com isso.
Até mesmo a escolha da distribuição de gabinetes passa pela sua mão — senadores eleitos têm ido à sua sala para pedir onde ficarão a partir do ano que vem.
Segundo relatos, Arthur Lira (PP-AL), ex-presidente da Câmara, foi o primeiro a já conseguir um gabinete no Senado.
Um senador recém-eleito de oposição brinca que Alcolumbre vende de feijão a avião.
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