Pivô de racha entre Michelle e Flávio triplica patrimônio em dois anos
O deputado federal André Fernandes (PL-CE), que teve papel central na briga entre Michelle e Flávio Bolsonaro, declarou um patrimônio de R$ 1.203.754,67 ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral). O valor é cerca de três vezes maior que o declarado em 2024, de R$ 377.705, quando concorreu à prefeitura de Fortaleza.
Do total, a maior parte está registrada em duas quotas de capital social empresarial. Uma delas é de R$ 520.000 e a outra, de R$ 320.000.
O restante é descrito como imóveis e carros. André Fernandes declarou três carros: um modelo SUV avaliado em R$ 140.000, uma pick-up de R$ 120.000 e um utilitário leve de R$ 70.000. Entre os imóveis está uma porção de um terreno, estimada em R$ 22.500, e mais R$ 11.254,67 em saldo na conta corrente.
O maior salto no patrimônio do deputado ocorreu entre 2024 e 2026. Dois anos atrás, Fernandes declarou R$ 377.705. Na época, ele ainda não tinha participações em empresas e seus bens eram distribuídos entre sua parte em três terrenos e uma casa que totalizavam R$ 297.705 e uma motocicleta no valor de R$ 80 mil, financiada pelo Bradesco.
Em novembro do ano passado, Michelle criticou Fernandes por se aproximar de Ciro Gomes (PSDB-CE) . Presidente do diretório cearense do PL, Fernandes afirmou à imprensa na época que a aproximação havia sido autorizada pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Críticas de Michelle provocaram racha com Flávio. A ex-primeira-dama demonstrou sua insatisfação com Fernandes ao participar do lançamento da pré-candidatura do senador Eduardo Girão (Novo) ao governo do Ceará. "Fazer aliança com o homem [Ciro] que é contra o maior líder da direita, isso não dá", disse ela, em referência a antigos ataques de Ciro a Bolsonaro.
Em vídeo gravado em junho, Michelle disse que Flávio a maltratou e humilhou após o discurso. No vídeo, ela defendeu que a parceria do PL com o grupo de Ciro fosse adiada para um eventual segundo turno, por motivos de coerência ideológica.
Em maio deste ano, André Fernandes defendeu publicamente a candidatura de Ciro ao governo do Ceará. Na época, ele afirmou a jornalistas que o PL apoiaria a candidatura de Ciro Gomes ao governo. O apoio foi oficializado em 23 de julho.
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