Ascensão e queda dos fundos multimercado
Eles surgiram como uma opção para quem queria investir e ter bons resultados sem a preocupação de acompanhar as oscilações do mercado.
Conquistaram espaço rapidamente, mas, após anos de resultados pífios, os investidores fugiram e as grandes gestoras estão abandonando o barco.
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De acordo com a Anbima, 90 gestoras perderam mais de 50% dos valores que administravam em fundos no período .
A debandada de investidores levou grandes gestoras a jogarem a toalha.
Criada pelo ex-presidente do Banco Central (BC) Armínio Fraga , a Gávea Investimentos encerrou, em agosto deste ano, suas atividades na gestão de fundos multimercados de terceiros após 23 anos .
Os cinco fundos que restavam sob sua administração — e somavam 20 bilhões em ativos — foram transferidos para a Bradesco Asset.
No mesmo mês, a TAG Investimentos , que tem R$ 18 bilhões sob gestão e clientes com patrimônio a partir de R$ 20 milhões, zerou a sua alocação em fundos multimercados.
Quem não largou o osso, amarga resultados ruins.
É o caso da Verde Asset , do badalado gestor Luis Stuhlberger.
O patrimônio da gestora saiu de R$ 59,3 bilhões em julho de 2021 para R$ 12,7 bilhões em julho de 2026, uma queda de 78,6% — a mais alta registrada no ranking da Anbima.
Dentre os vários tipos de fundos de investimentos, o fundo multimercado permite aplicar em vários segmentos diferentes.
Cabe à gestora decidir no que o dinheiro vai ser aplicado em um universo que pode incluir ações, moedas e renda fixa.
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