Reta final do ano: como pequenos negócios podem se preparar para um 2027 com menos urgências financeiras
Levantamento mostra que 37% dos empreendedores ainda usam anotações manuais para controlar as finanças e que medidas com efeito imediato no caixa predominam nos momentos de aperto
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR Com a reta final de 2026 se aproximando, o período também abre uma oportunidade para os pequenos negócios olharem para a própria organização financeira e começarem a planejar o próximo ano. Afinal, é natural que, em algum momento da sua trajetória, uma empresa precise lidar com uma queda inesperada nas vendas, um cliente que atrasou um pagamento ou uma despesa que não estava nos planos. Imprevistos acontecem. A forma como o negócio consegue responder a eles, no entanto, também depende de como sua gestão financeira está estruturada e, entre os pequenos negócios brasileiros, essa estrutura ainda é bastante simples em muitos casos.
Nesse sentido, ainda há espaço para avançar. Segundo pesquisa realizada pela Cora, instituição financeira feita para quem empreende, em parceria com a Hibou, 37% dos empreendedores ainda usam anotações manuais, como cadernos e folhas de papel, para controlar as finanças do negócio. A proporção é ainda maior entre os microempreendedores individuais (MEIs), chegando a 45%.
“Não que usar anotações manuais signifique, necessariamente, ter uma gestão financeira ruim. A questão é que dispor de uma estrutura que facilite o acompanhamento das informações ajuda o empreendedor a entender melhor o cenário e tomar decisões com mais segurança quando surge um imprevisto”, explica Igor Senra, empreendedor e CEO da Cora. “Contar com informações organizadas e algum nível de planejamento financeiro é fundamental para olhar a situação de forma mais ampla”, completa o especialista.
Tal visão de maior alcance, no entanto, nem sempre parece orientar a reação dos pequenos negócios diante de um aperto financeiro, de acordo com o levantamento da Cora. Isso porque as três medidas mais adotadas em situações de imprevisto têm em comum a busca por um efeito mais imediato sobre o caixa: 37% dos empreendedores cortam custos, 34% fazem promoções para gerar mais recursos e 25% recorrem ao próprio dinheiro ou ao apoio financeiro de familiares e sócios.
Outras respostas seguem a mesma lógica. Quase um quarto (24%) recorre ao cheque especial ou limite de crédito, enquanto 22% adiam ou renegociam pagamentos. Além disso, 11% afirmam não ter um plano definido para esses momentos e resolver a situação conforme ela aparece.
Quando comparamos os resultados por porte, as principais reações aos imprevistos não mudam tanto, mas aparece uma diferença importante na capacidade de recorrer a recursos previamente reservados. Entre micro e pequenas empresas, 32% afirmam utilizar a reserva de caixa do negócio nesses momentos, ante 24% dos MEIs — uma diferença de oito pontos percentuais.
O dado acompanha outras diferenças na forma como esses dois grupos organizam a gestão financeira. Entre micro e pequenas empresas, 39% utilizam softwares de gestão financeira e 35% recorrem a sistemas ERP. Entre os MEIs, os percentuais caem para 27% e 17%, respectivamente.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.