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Paralisação de entregadores afeta funcionamento de restaurantes em Salvador

A Tarde ·
Paralisação de entregadores afeta funcionamento de restaurantes em Salvador

A paralisação nacional dos entregadores por aplicativo já provoca impactos em Salvador nesta terça-feira, 1º.

Na capital baiana, o ato começou por volta das 8h, reunindo dezenas de trabalhadores que permanecem concentrados em diferentes pontos da cidade, com os braços cruzados e sem aceitar pedidos pelas plataformas.A mobilização faz parte do Breque Nacional dos Apps, que ocorre em diversas cidades do país.

Os trabalhadores reivindicam melhores condições de trabalho, reajuste na remuneração e mais segurança durante a atividade.Paralisação afeta restaurantesEm Salvador, a paralisação também começa a atingir o funcionamento de estabelecimentos que dependem dos serviços de entrega.

Conforme informações recebidas de grupos nas redes sociais, alguns restaurantes estão fechando as portas nesta terça-feira diante da falta de entregadores disponíveis para realizar os pedidos.

Em outros casos, os estabelecimentos permanecem abertos, mas enfrentam dificuldades para concluir as entregas solicitadas pelos clientes por meio dos aplicativos.

Sem profissionais disponíveis para fazer as corridas, os pedidos não conseguem ser finalizados.

Ato começou por volta das 8h em Salvador - Foto: Reprodução Entregadores cobram melhores condições de trabalhoEntre as principais reivindicações da categoria está a criação de uma taxa mínima de R$ 10 por corrida de até 4 quilômetros, com acréscimo de R$ 2,50 por quilômetro excedente.

Leia Também: POLÍCIA Advogada baiana é assassinada a facadas dentro de apartamento em Lisboa SALVADOR São Tomé de Paripe: Terminal Itapuã solicita liberação da praia SALVADOR Metrô terá operação especial para jogo entre Vitória e Vasco; veja mudanças Os trabalhadores também são contrários à modalidade “+Entregas”, que estabelece áreas e horários determinados para atuação, e questionam os bloqueios realizados pelas plataformas.

A categoria cobra transparência nos critérios utilizados pelas empresas e o fim de punições consideradas arbitrárias.Outra pauta do movimento é a oposição ao PLP 152/25, proposta defendida pelo governo Lula.

Para os entregadores, a regulamentação mantém a precarização da atividade e deixa trabalhadores sem garantias como férias e 13º salário.A segurança também está entre os motivos da mobilização.

Segundo levantamento do Ministério da Saúde encaminhado ao Ministério Público do Trabalho (MPT), foram registrados 34.211 acidentes de trabalho envolvendo entregadores motociclistas e ciclistas entre 2023 e julho de 2026.Somente em 2025, foram 11.579 notificações, número 34,92% superior ao registrado em 2023.

Os dados podem ainda não representar a totalidade dos acidentes, devido à possibilidade de subnotificação entre trabalhadores que atuam na informalidade ou sem vínculo empregatício direto.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.

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