6x1: Lula pressiona Alcolumbre enquanto oposição e setores ensaiam reação
Aliados do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) esperam que o chefe do Executivo convença o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), nesta quarta-feira (25/8), a levar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1 ao plenário durante o esforço concentrado.
Os chefes dos Poderes irão se reunir para discutir a pauta da segunda semana de esforço concentrado do Congresso antes das eleições em mais um gesto de reaproximação entre ambos depois de meses de estranhamento.
Também participa o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), outro fiador do fim da 6×1.
Alcolumbre despachou a redução da jornada de trabalho para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado na última sexta-feira, depois de segurar a matéria por mais de 80 dias.
No colegiado, será relatada pelo líder do PSD Omar Aziz (AM), que defende a manutenção do texto proveniente da Câmara e pela sua admissibilidade.
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Depois, a PEC está regimentalmente habilitada para seguir para o plenário do Senado, fase em que será discutido o mérito.
Porém, as regras do Senado estabelecem que emendas constitucionais precisam passar por cinco sessões de discussão e dois turnos de votação, rito que se seguido não daria tempo de encerrar a tramitação no fim da próxima semana.
Alcolumbre tem defendido seguir o rito constitucional e que o Senado “não pode ser a Casa carimbadora” de propostas provenientes da Câmara.
O senador amapaense passou a usar esse discurso em meio ao distanciamento de Lula e havia garantido a aliados na oposição que essa proposta só seria votada depois do próximo presidente ser eleito em outubro.
Porém, aliados passaram a ver Alcolumbre próximo e pressionado pelo governo.
Líderes ouvidos pelo Metrópoles dizem que o senador amapaense não deve dizer não a Lula em meio a essa nova aproximação.
Integrantes do governo, incluindo o próprio Lula, insistem que a matéria já é de amplo conhecimento do Congresso e que está pronta para ser votada em plenário ainda na semana que vem.
Em uma publicação nas redes sociais, o petista disse ter “ certeza que o presidente Alcolumbre” vai votar a proposta e que “aqueles que são contra, porque acham que é um compromisso para mim, estão equivocados”.
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