Valdemar diz que Flávio se despediu do pai um dia antes e depois se corrige
O presidente nacional do PL, Valdemar da Costa Neto, afirmou hoje (29) que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) chegou a se despedir do pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, um antes de fugir para os Estados Unidos. Contudo, se corrigiu na sequência, ao dizer que Bolsonaro não sabia da decisão do filho.
Valdemar atendeu a imprensa brevemente em Brasília, após visitar o ex-presidente na prisão domiciliar. Ele disse que não via Bolsonaro havia muito tempo e que ficou feliz de vê-lo bem.
Mais cedo, antes da visita, Valdemar criticou a carta em que Flávio se apresentava como "o verdadeiro presidente eleito do Brasil".
"Não gostei, não gostei", declarou a jornalistas, ao chegar a condomínio em que Bolsonaro mora.
Segundo o presidente do PL, a carta com teor golpista publicada por Flávio ontem (28), em que alega irregularidade nas eleições, não foi aprovada por ninguém do partido.
A visita foi autorizada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF, após pedido da defesa de Bolsonaro.
A primeira versão da carta, em que Flávio disse ser o "verdadeiro presidente eleito do Brasil", foi divulgada por aliados do senador. Depois, ele publicou, em seu próprio perfil, uma nova versão e se denominou "líder do Brasil".
No texto, ele apontou, sem provas, uma "fraude eleitoral" e responsabilizou o ministro Cristiano Zanin, do STF, pelo resultado da eleição que deu a vitória ao presidente Lula (PT).
Às 16h57 do domingo (25), Zanin prorrogou a votação até as 19h , após relatos de redução da frota de ônibus e dificuldades de deslocamento de eleitores, principalmente em São Paulo e na Bahia. As campanhas dos dois candidatos haviam acionado o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) para tentar estender o horário de votação do segundo turno — a de Lula pediu a extensão do horário em todo o país, enquanto a de Flávio pediu em cinco estados. Sem resposta na Justiça Eleitoral, a coligação do PT acionou o STF como uma reclamação distribuída ao ministro Zanin, mas direcionada ao presidente do TSE, Kassio Nunes Marques.
Apesar da prorrogação de duas horas, apenas 34,3 mil votos foram registrados após as 17h. Lula venceu Flávio com mais de 4 milhões de votos de diferença.
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