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Por sobrevivência, Alcolumbre entrega agenda de Lula a 10 dias da eleição

UOL Notícias ·
Por sobrevivência, Alcolumbre entrega agenda de Lula a 10 dias da eleição

Na reta final da campanha, o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), promoveu votações a jato de bandeiras eleitorais do presidente Lula. Entre quarta e quinta-feira, foram aprovadas a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) que acaba com a escala de trabalho 6x1, engavetada por mais de quatro meses por decisão do próprio Alcolumbre, e a proposta que acena aos microempreendedores individuais com o perdão de dívidas tributárias e a elevação do teto do faturamento.

O avanço das medidas foi recebido em meio à comemoração do governo e a contestação da oposição, que apontou para um "tratoraço" por parte do presidente do Senado. Apesar das reclamações, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e seus aliados, pressionados pelo calendário eleitoral, acabaram quase todos avalizando as matérias.

Alcolumbre freou, por outro lado, uma articulação da oposição para incluir na PEC da Segurança, outra bandeira eleitoral de Lula, uma emenda que previa a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos - e, em casos de crimes hediondos, para 14 anos. O PT e a esquerda são historicamente contrários à medida, que encontra respaldo de 79% da população.

No entanto, em busca de esvaziar a estratégia encampada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), o líder do PT, senador Camilo Santana (CE), articulou a apresentação de uma proposta que também previa a redução da maioridade. A ideia seria desmembrar a medida da PEC da Segurança e permitir uma tramitação em separado. Não houve, porém, consenso dentro do governo sobre o mérito da medida nem se ela não poderia atrasar a aprovação da PEC. À noite, em entrevista à TV Globo, Lula afirmou que é a favor da redução da maioridade penal para 16 anos em casos de crimes hediondos.

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O esforço é para que a proposta seja votada na próxima semana e, na sequência, Lula anuncie a recriação do Ministério da Segurança.

O empenho de Alcolumbre em aprovar projetos prioritários para a reeleição de Lula é visto não apenas como um aceno ao presidente, mas também como uma estratégia de sobrevivência do próprio senador, que aposta no quarto mandato do petista como um projeto de manutenção de poder.

Nas eleições deste ano, o comandante do Senado viu seu grupo político ruir. Ele apoiava a reeleição do governador Clécio Luís (União), que acabou derrotado por seu principal adversário político, o ex-prefeito de Macapá, Dr. Antônio Furlan (PSD).

Ele viu também a derrota dos dois nomes que apoiava para o Senado, Allyne Serrão (União) e o atual líder do governo Randolfe Rodrigues (PT), para o grupo de Furlan — Rayssa Furlan (Podemos) e Lucas Barreto (PSD). Além disso, o PL formou uma bancada com 29 senadores a partir do próximo ano e ameaça o projeto de reeleição de Alcolumbre no comando da Casa com o lançamento da candidatura de um senador de direita.

A crise do STF (Supremo Tribunal Federal) colocou o presidente do Senado no alvo do bolsonarismo. Alcolumbre é amigo próximo do ministro Alexandre de Moraes (STF) e resiste a pautar a abertura de processo de impeachment do magistrado.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em noticias.uol.com.br — o conteúdo pertence a UOL Notícias.

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