Anvisa alerta: smartwatch não substitui um médico; entenda os riscos
Relógios e anéis inteligentes podem ajudar a monitorar indicadores de saúde, mas seus resultados não substituem exames médicos ou a avaliação de um profissional.
O alerta é da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que reforça que os dados desses aparelhos não devem ser usados para orientar diagnósticos ou mudanças de tratamento.
A orientação se torna relevante com a crescente oferta de dispositivos que prometem acompanhar diversos parâmetros do organismo.
Segundo a agência, atualmente não existem smartwatches ou anéis inteligentes autorizados para medir de forma não invasiva a glicose ou a oximetria.
Leia mais Relógio inteligente é aliado para identificar problemas cardíacos Os smartwatches estão controlando demais nossa vida? Anvisa proíbe a venda de 32 suplementos alimentares; veja lista Na prática, as informações exibidas por esses aparelhos não devem ser utilizadas para confirmar ou descartar uma doença, definir tratamentos, alterar medicamentos ou substituir consultas e exames.
Saiba Mais Brasil MPF e Receita Federal apuram fraude de R$ 5 bilhões em sites de apostas Brasil Lito Sousa revela melhora nos movimentos da mão: 'Não desisto' Brasil Menina relatou ameaças antes de ser morta; inquérito aponta motivação do crime Brasil Como acessar reconstrução dentária pelo SUS em casos de violência doméstica Brasil Mega-Sena acumula novamente e prêmio chega a R$ 30 milhões Brasil Mega Sena, Lotofácil, Quina, Timemania e mais: resultados desta quinta Um alerta emitido pelo dispositivo não significa que o usuário esteja doente.
Da mesma forma, um resultado considerado normal pelo aparelho não é suficiente para descartar um problema de saúde.
A Anvisa chama atenção para o risco de resultados imprecisos em medições usadas para decisões clínicas.
No caso da glicemia, por exemplo, uma leitura incorreta pode levar o usuário a aplicar uma dose inadequada de insulina .
Como funciona a regularização desses dispositivos? Nem todo relógio ou anel inteligente precisa de regularização da Anvisa.
Produtos desenvolvidos apenas para bem-estar ou apoio a esportes não são considerados dispositivos médicos e, portanto, não estão sujeitos à análise da agência, desde que não meçam parâmetros de uso clínico.
A exigência muda quando o equipamento tem como finalidade o apoio a diagnósticos ou mede parâmetros usados na prática clínica.
Funções que se enquadram nessa categoria incluem: medição da pressão arterial; oximetria; medição de glicemia; eletrocardiograma; identificação de ritmo cardíaco irregular; alertas sobre possíveis doenças.
Nesses casos, a regularização é obrigatória, mesmo que o fabricante apresente a função como destinada ao lazer ou bem-estar.
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