XP prevê temporada de balanços no 3T26 forte para poucas empresas e fraca para muitas
A XP Investimentos espera resultados desiguais entre os setores da Bolsa no terceiro trimestre de 2026 (3T26), com óleo, gás e petroquímicos liderando o crescimento operacional, enquanto mineração e siderurgia e varejo devem enfrentar maior pressão.
Na cobertura da corretora, o avanço do petróleo deve impulsionar os resultados das empresas de energia, enquanto custos elevados e o consumo pressionado devem pesar sobre outros segmentos.
Destaques positivos Em óleo, gás e petroquímicos, a XP projeta alta de 46,6% no lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (EBITDA) na comparação anual.
O desempenho deve ser sustentado pelo preço médio do petróleo Brent, que subiu 34,2% no 3T26 ante igual período de 2025.
Segundo a corretora, o setor deve contribuir com 13,1 pontos percentuais para o crescimento do EBITDA agregado das empresas sob sua cobertura.
Na visão dos analistas Regis Cardoso e Enzo Sozzi, a PRIO ( PRIO3 ) está bem posicionada para capturar os benefícios de curto prazo do petróleo elevado, sustentada pela produção recorde, após o ramp-up de Wahoo e a maior produção de Peregrino e Albacora Leste.
Leia mais: – Confira o calendário de resultados do 3º trimestre de 2026 da Bolsa brasileira – Temporada de balanços do 3T26 ganha destaque: veja ações e setores para ficar de olho A Petrobras ( PETR3 ; PETR4 ) também deve entregar resultados sólidos.
A XP projeta queda do EBITDA, apesar de preços internacionais de derivados mais fortes e da maior produção de petróleo no trimestre.
Ainda assim, os dividendos devem crescer na comparação sequencial, sustentados por maiores entradas da subvenção do governo aos combustíveis.
Brava ( BRAV3 ) e PetroReconcavo ( RECV3 ), por sua vez, devem ver parte do benefício do petróleo elevado compensada por suas estruturas de hedge.
As grandes distribuidoras de combustíveis, Vibra ( VBBR3 ) e Ultrapar ( UGPA3 ), também se beneficiaram indiretamente, já que os preços domésticos dos combustíveis ficaram bem abaixo da paridade de importação.
Esse ambiente tende a favorecer as distribuidoras com maior participação de produtos da Petrobras no seu mix de suprimento.
O setor de saúde também deve apresentar desempenho positivo, com crescimento esperado de 8,5% no EBITDA em um ano.
A XP prevê mais um trimestre sólido para as operadoras de planos de saúde, beneficiadas por tendências operacionais favoráveis, enquanto as empresas de diagnóstico devem manter o ritmo forte de crescimento.
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