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Brasil

Quaest na Paraíba: Lula, 54%; Flávio Bolsonaro, 23%; Augusto Cury, 6%; Ronaldo Caiado, 2%

Por Redação 5News · · com informações de G1 Paraíba
Quaest na Paraíba: Lula, 54%; Flávio Bolsonaro, 23%; Augusto Cury, 6%; Ronaldo Caiado, 2%

TÍTULO: Quaest na Paraíba: Lula, 54%; Flávio Bolsonaro, 23%; Augusto Cury, 6%; Ronaldo Caiado, 2%

Pesquisa Quaest revela Lula com 54% na Paraíba; Flávio Bolsonaro aparece com 23%

Uma nova sondagem divulgada nesta terça-feira pela Quaest apresenta o cenário da corrida presidencial entre os paraibanos. O levantamento, realizado por encomenda das TVs Cabo Branco e Paraíba, traça um retrato das intenções de voto dos eleitores do estado na reta final da campanha presidencial. Os números indicam uma liderança confortável do presidente, enquanto o segundo colocado segue a distância considerável. A Paraíba, historicamente relevante no mapa eleitoral brasileiro com grande concentração populacional e importância política nacional, figura como laboratório importante para compreender tendências que podem reverberar em outros estados.

Os números da corrida no primeiro turno

O levantamento coloca o presidente Lula na primeira posição com 54% das intenções de voto na Paraíba. Comparando com a medição anterior de 25 de agosto, houve crescimento de quatro pontos percentuais em seu apoio. A trajetória ascendente sugere consolidação de seu eleitorado estadual conforme a data do pleito se aproxima, refletindo fenômeno observado em etapas finais de campanhas quando eleitores tendem a cristalizar suas preferências.

Na sequência, Flávio Bolsonaro, senador pelo Rio de Janeiro e filiado ao PL, registra 23% das intenções de voto. Sua votação aumentou dois pontos percentuais em relação ao levantamento anterior, mantendo-se como o segundo candidato em preferência entre os eleitores paraibanos consultados. Como membro de tradicional família política e herdeiro de estrutura de apoio consolidada, Bolsonaro representa a continuidade de uma lógica política alternativa à do governo federal, polarizando o eleitorado em torno de dois polos principais.

O escritor Augusto Cury, que concorre pelo Avante, experimenta crescimento significativo. Passa de 1% na pesquisa anterior para 6% no levantamento atual, quintuplicando sua votação em um mês. A trajetória reflete possível expansão de seu alcance no estado, ainda que de um patamar inicial bastante reduzido. Cury, profissional com trajetória anterior em áreas ligadas à comunicação e desenvolvimento pessoal, representa fenômeno de candidatos com bases em universos distintos da política tradicional, atraindo porções específicas do eleitorado.

Ronaldo Caiado, governador de Goiás pelo PSD, aparece com 2% das preferências. O número representa retração em relação aos 3% registrados em agosto, indicando movimento oposto ao de Cury. Como executivo estadual vinculado a partido posicionado no centro do espectro político, Caiado tenta ocupar espaço intermediário que historicamente se mostra desafiador em campanhas presidenciais polarizadas. Os demais candidatos mantêm votações marginais ou nulas na pesquisa.

A mudança mais recente no pleito envolve o PRTB: Leonardo Avalanche passa a integrar o levantamento como novo candidato da legenda, substituindo Pablo Marçal que estava na pesquisa anterior. Avalanche registra 0% de intenção de voto entre os entrevistados.

Entre os demais postulantes ao cargo, Renan Santos pela Missão marca 1%, Romeu Zema pelo Novo aparece com 0%, e os candidatos das demais legendas menores—UP, PCO, Democrata, PCB, DC e PSTU—não registram votação expressiva na pesquisa.

Os respondentes que preferem não votar, anular o voto ou deixar em branco totalizam 7% do eleitorado pesquisado, percentual que caiu significativamente comparado aos 13% de agosto. Já os indecisos representam 7% da amostra, mantendo-se relativamente estável frente aos 8% da medição anterior. A redução de votos em branco e nulos pode indicar maior engajamento do eleitorado ou pressão psicológica para posicionamento em cenário polarizado.

O cenário de segundo turno

Caso a disputa se reduza a um confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro, o primeiro cresceria sua votação para 60%, consolidando seu desempenho. Flávio registraria 26% neste cenário, ampliando sua base em relação aos números do primeiro turno. Os votos em branco, nulos ou abstenções subiriam para 10%, enquanto 4% permaneceriam indecisos. Este cenário bilateral reflete padrão observado historicamente no Brasil, onde campanhas presidenciais tendem a gravitarem em torno de dois candidatos principais que representam propostas distintas para o país.

Mudanças no comportamento eleitoral

Um aspecto relevante da pesquisa diz respeito à firmeza das convicções dos votantes. De acordo com o levantamento, 89% dos eleitores consultados afirmaram ter escolhido definitivamente seu candidato. Essa proporção aumentou comparada aos 82% da pesquisa anterior, sugerindo maior estabilização das preferências conforme a campanha avança. Este fenômeno é comum em período pré-eleitoral, quando campanhas intensificam mensagens e eleitores consolidam escolhas que executarão nas urnas.

Inversamente, apenas 11% dos respondentes sinalizaram possibilidade de alterar seu voto até o dia do pleito, marcado para 4 de outubro. Este contingente diminuiu em relação aos 18% que indicavam tal possibilidade na medição anterior. A redução de indecisos e flutuantes aponta para consolidação das posições já formadas, ainda que segmento pequeno mas não desprezível permaneça aberto a mudanças frente a informações ou eventos que surjam nos derradeiros dias de campanha.

Aprovação do governo Lula

Além do cenário presidencial, a pesquisa interrogou os paraibanos acerca de sua avaliação do governo federal. O levantamento revela que 62% dos eleitores aprovam o trabalho da administração, ligeiro aumento frente aos 61% da medição anterior. A desaprovação corresponde a 32% dos entrevistados, queda em relação aos 35% de agosto. Cientificamente reconhece-se que aprovação governamental funciona como fator significativo em corridas presidenciais, influenciando disposição de eleitores para manter ou alterar comando executivo.

Uma pequena parcela, 6%, não sabe ou preferiu não responder sobre sua avaliação do governo, proporção superior aos 4% registrados anteriormente.

Contexto da pesquisa e metodologia

A pesquisa estimulada funciona apresentando aos entrevistados uma lista com os nomes dos candidatos registrados, permitindo que se posicionem sobre preferências que talvez não mencionassem espontaneamente. Este modelo de sondagem contrasta com levantamentos espontâneos, nos quais o respondente nomeia candidatos sem auxílio de lista. A escolha entre metodologia estimulada ou espontânea interfere nos resultados e deve sempre ser considerada na interpretação de dados eleitorais, dado que acesso a nomes pode fortalecer candidatos menos conhecidos.

O levantamento ouviu 804 pessoas com dezesseis anos de idade ou mais, grupo que forma o eleitorado legal para as próximas eleições. Os dados foram coletados entre 18 e 21 de setembro de 2026. A margem de erro estatístico é de três pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, o que significa que se a pesquisa fosse repetida cem vezes seguindo o mesmo método, em noventa e cinco ocasiões os resultados estariam dentro dessa faixa de variação.

O levantamento foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número PB-01325/2026, atendendo aos requisitos legais de transparência nas pesquisas eleitorais. Transparência em pesquisas representa salvaguarda institucional contra manipulação de dados e garante rastreabilidade de informações disponibilizadas ao público, permitindo que instituições independentes validem metodologia e resultados apresentados.

O que acompanhar

Na reta final da campanha, diversos desdobramentos podem interferir nos números. A tendência de aumento no eleitorado definido em sua escolha sugere possibilidade reduzida de grandes mudanças nas preferências, embora o contingente de 11% que ainda pondera alterar seu voto mantenha aberta uma janela para movimentações. Historicamente, últimas semanas de campanha presidencial podem gerar impactos significativos sobre comportamento eleitoral quando eventos inesperados ou revelações ganham destaque midiático.

A performance de Augusto Cury, que quintuplicou sua votação em um mês, merece atenção especial, pois pode indicar se conseguirá manter ou ampliar essa trajetória nas semanas finais. Crescimentos acelerados em curto espaço temporal nem sempre se sustentam, podendo representar picos de interesse que se dissipam ou consolidação de novo patamar de apoio. A consolidação da liderança de Lula e a manutenção de Flávio Bolsonaro como segunda opção também permanecerão como indicadores centrais conforme se aproxima o 4 de outubro. A avaliação do governo, com aprovação em patamar superior à desaprovação, integra o pano de fundo desta disputa e pode continuar influenciando preferências eleitorais, funcionando como elemento de retaguarda para candidato vinculado à administração em exercício.

Principais pontos:

• Lula lidera com 54% das intenções de voto na Paraíba, aumentando 4 pontos percentuais em relação à pesquisa de agosto
• Flávio Bolsonaro aparece em segundo com 23%, enquanto Augusto Cury cresce significativamente para 6% das preferências
• 89% dos eleitores afirmam ter escolha definida, aumentando a estabilidade das preferências conforme a campanha avança
• Aprovação do governo Lula atinge 62% entre os paraibanos, superando desaprovação que marca 32%

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Matéria produzida pela Redação 5News com apoio de inteligência artificial a partir da apuração de G1 Paraíba — os fatos do episódio vêm da matéria original; o contexto usa informação pública consolidada. Veja nossa política editorial. A matéria completa, com todo o contexto, está em g1.globo.com — o conteúdo pertence a G1 Paraíba.

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