Durigan molda plano econômico de Lula sem garantia de ficar na Fazenda
Dario Durigan assumiu papel central na construção do programa econômico de um eventual quarto mandato de Luiz Inácio Lula da Silva .
O ministro discute com o presidente mudanças no arcabouço fiscal e foi escalado para apresentar a bancos e investidores as medidas que poderão ser adotadas a partir de 2027.
Entre as propostas em avaliação estão a redução de 2,5% para 1,5% do limite anual de crescimento real das despesas e a criação de novos gatilhos para conter gastos obrigatórios.
Durigan também defende a redução de benefícios fiscais e um ajuste concentrado no lado das despesas.
Na Expert XP, o ministro prometeu entregar superávit primário de 0,5% do PIB em 2027, melhorar o resultado fiscal “custe o que custar” e estabilizar a dívida pública até 2030.
Nas últimas semanas, passou a defender que o próximo governo apresente, logo depois da eleição, o detalhamento das medidas necessárias para cumprir essas metas.
A influência sobre o programa, porém, não veio acompanhada de garantia de permanência.
Durigan não recebeu de Lula qualquer compromisso de que será reconduzido à Fazenda caso o presidente seja reeleito, apurou o Radar Econômico.
Continua após a publicidade A situação cria uma contradição dentro da campanha: o ministro se tornou o principal formulador e vendedor do ajuste fiscal prometido para o próximo mandato, mas ainda não sabe se será responsável por executá-lo.
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