Karim Aïnouz dá a cara a tapa com ‘Rosebush Pruning’: ‘Tenho 60 anos, quero fazer coisas que nunca fiz’
Com mais de trinta anos de carreira e um currículo de fazer inveja — que inclui produções como Madame Satã (2002), Viajo Porque Preciso, Volto Porque te Amo (2009), Praia do Futuro (2014), A Vida Invisível (2019) e, mais recentemente, Motel Destino (2024) — Karim Aïnouz deixa a sua zona de conforto e dá a cara a tapa com o polêmico e divisivo Rosebush Pruning , seu segundo filme internacional, que chega aos cinemas brasileiros a partir desta quinta-feira, dia 15 de outubro.
“Acho que esse filme é um divisor de águas para mim.
Não dá mais para ficar só fazendo coisa séria.
Não tem a menor condição, entendeu? Porque nós estamos vivendo o absurdo” , declara o cineasta em entrevista à Rolling Stone Brasil .
Definido pelo próprio cineasta como uma “parábola absurda, caótica e bem-humorada” , Rosebush Pruning conta a história de quatro irmãos norte-americanos isolados em uma mansão com o pai cego, banhados em luxos providos por sua inesgotável fortuna e vivendo relações de dependência mútua que fogem do normal.
Quando um dos irmãos, Jack ( Jamie Bell , Todos Nós Desconhecidos ), anuncia que irá abandonar a família para morar com a namorada, Martha ( Elle Fanning , Valor Sentimental ), a estrutura familiar começa a ruir.
Ao mesmo tempo, o irmão de Jack , Ed ( Callum Turner , Eternidade ), começa a descobrir novos fatos sobre a misteriosa morte da mãe, revelando mentiras que desintegram a família brutalmente.
Karim Aïnouz dá a cara a tapa com ‘Rosebush Pruning’: ‘Tenho 60 anos, quero fazer coisas que nunca fiz’ Antes de chegar aos cinemas brasileiros, Rosebush Pruning teve a sua estreia mundial no prestiagiado Festival de Berlim , o Berlinale , em fevereiro deste ano — e a experiência não poderia ter sido menos intimidadora para Aïnouz : “Foi uma loucura porque a sala estava cheia de gente do mundo todo e, do meu lado, estava o ministro da cultura alemão [o Ministro de Estado da Cultura e Mídia, Wolfram Weimer ], que é um cara de extrema direita.
E eu falei: ‘Puta, fodeu’.
O cara não ria.
E o público ficava assim [em silêncio].
E aí, no final, eram uma gargalhadas, porque parecia que o povo passou o filme inteiro prendendo o riso” , relembra.
“Porque era tipo: ‘Não sei se eu posso rir.
Está acontecendo uma coisa tão louca, que eu não sei se posso rir’.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em rollingstone.com.br — o conteúdo pertence a Rolling Stone Brasil.