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Livro e futuro no Fórum Econômico Mundial colocam Lagarde sob pressão no BCE

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Livro e futuro no Fórum Econômico Mundial colocam Lagarde sob pressão no BCE

Christine Lagarde foi convidada por funcionários do Banco Central Europeu (BCE) a explicar como a promoção de seu livro e as negociações sobre seu próximo cargo se enquadram nas regras éticas da instituição.

Em uma carta de seis páginas datada de sexta-feira, Carlos Bowles, presidente do comitê de funcionários do BCE, pediu esclarecimentos ao diretor de conformidade da instituição sobre possíveis “dois pesos e duas medidas” na aplicação das regras para altos dirigentes e funcionários comuns.

“Não questionamos o direito da presidente de escrever uma autobiografia ou de considerar futuras atividades profissionais”, escreveu Bowles na correspondência obtida pela Bloomberg .

“Nossa preocupação é saber se essas atividades foram submetidas a salvaguardas comparáveis às que o BCE aplicaria a um funcionário comum.” A carta mostra como a autobiografia de Lagarde e a possibilidade cada vez mais concreta de sua saída continuam ofuscando o debate em torno do BCE, mesmo em um momento em que a aceleração da inflação leva dirigentes a discutir o momento de uma nova alta de juros.

Há algum tempo circulam especulações de que a presidente poderia deixar o cargo para assumir a liderança do Fórum Econômico Mundial (WEF), atualmente copresidido por Larry Fink, CEO da BlackRock.

Recentemente, Lagarde reconheceu a possibilidade de deixar o BCE “alguns meses” antes do término de seu mandato, previsto para outubro do próximo ano.

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Segundo ele, as regras aplicáveis aos altos dirigentes não parecem exigir autorização prévia para esse tipo de publicação.

Ele também observou que o Conselho do BCE é responsável por nomear os integrantes do próprio comitê de ética da instituição.

Entre os questionamentos, Bowles pergunta se Lagarde solicitou autorização formal e se alguém revisou os trechos do livro relacionados ao BCE.

Ele também citou declarações da presidente durante a coletiva de imprensa de 10 de setembro, quando ela afirmou que promoveria a obra apenas em seu tempo livre, mas em seguida incentivou jornalistas a comprá-la.

“A questão é saber se o uso de uma plataforma institucional oficial para promover uma atividade comercial privada seria aceitável caso a pessoa em questão fosse um funcionário comum”, escreveu Bowles.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.infomoney.com.br — o conteúdo pertence a InfoMoney.

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