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O ponto mais baixo da América do Norte fica 86 metros abaixo do mar e desenha polígonos de sal conforme a água evapora

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O ponto mais baixo da América do Norte fica 86 metros abaixo do mar e desenha polígonos de sal conforme a água evapora

Localizado no inclemente Vale da Morte, este vasto deserto de sal revela como a evaporação extrema molda paisagens geométricas únicas no continente americano.

Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR A planície salina de Badwater Basin destaca-se como um dos cenários mais inóspitos do planeta, unindo calor severo a uma geografia singular. Consequentemente, esse vasto deserto atrai geólogos por exibir belas formações geométricas moldadas pela evaporação contínua.

O Vale da Morte na Califórnia abriga essa imensa bacia endorreica, que não possui rotas de escoamento para o mar. Dessa forma, as águas pluviais que escorrem das montanhas vizinhas acumulam-se temporariamente no leito seco, trazendo uma carga gigantesca de minerais dissolvidos.

Quando o calor severo atinge a região, o líquido evapora rapidamente antes de formar um lago permanente. Por conseguinte, uma densa crosta de cloreto de sódio sedimenta no fundo do vale, pavimentando quase 518 quilômetros quadrados com uma espessa camada de cristais brancos.

A geometria perfeita observada na superfície ocorre graças aos contínuos ciclos de congelamento, secagem e expansão térmica do solo. Enquanto a umidade subterrânea sobe por capilaridade através da lama escura, o sal dissolve-se momentaneamente e recristaliza ao encontrar o ar seco.

Esse estresse mecânico forçado empurra o mineral cristalizado para cima, rachando a fina crosta superficial em milhares de polígonos expansivos. Especialistas apontam que essas margens salientes podem alcançar alturas notáveis, criando uma extensa malha natural que parece esculpida artificialmente no relevo.

A seguir, os principais fatores que influenciam esse fenômeno geológico:

A imensa fenda continental reflete milênios de intensa atividade tectônica que estirou e rebaixou a crosta terrestre norte-americana. O chão de argila e minério repousa 86 metros abaixo do mar, consolidando a área como o ponto topográfico mais profundo da América do Norte .

Além disso, dados oficiais do National Park Service indicam que a falha estrutural do vale continua afundando sutilmente a cada ano. Contudo, os maciços sedimentos carreados pelas enchentes esporádicas preenchem o fundo da bacia na mesma velocidade, mascarando o verdadeiro declive geológico.

Na tabela abaixo, veja um resumo comparativo das características do local:

Estudar essa imensa salina proporciona um laboratório natural riquíssimo para compreender o impacto direto da evaporação em terrenos áridos. O ritmo constante de cristalização documenta como as drásticas mudanças de temperatura modelam ativamente a geomorfologia de ambientes permanentemente hostis à vida.

Por outro lado, essas crostas brilhantes ajudam a regular o próprio microclima refletindo expressiva quantidade de radiação solar para o espaço. Portanto, a integridade estrutural dessas bacias isoladas atua como um frágil estabilizador térmico no severo ecossistema desértico da costa oeste americana.

Apesar do calor torturante e da elevadíssima salinidade, pequenos poços temporários de água conseguem abrigar flora e fauna extremamente especializadas.

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