Presidente da Colômbia envia tropas para conter narcoviolência em Santa Marta
Ataques a comerciantes e queima de veículos levam presidente Abelardo de la Espriella a decretar reforço militar na cidade caribenha
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O governo colombiano decidiu enviar tropas do Exército e reforçar o policiamento na cidade de Santa Marta nesta terça-feira, 22, depois que uma operação contra um grupo armado provocou represálias violentas, com disparos contra estabelecimentos comerciais e incêndios em caminhões nas vias urbanas. A determinação partiu diretamente do presidente Abelardo de la Espriella .
No início da madrugada de terça, o presidente confirmou que forças de segurança haviam eliminado um coordenador das Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN) e outros 12 integrantes da organização.
O grupo, de raízes paramilitares, sustenta-se com o domínio de rotas de tráfico de drogas e cobrança de extorsão na região do Caribe colombiano, com influência que vai da Sierra Nevada de Santa Marta até o departamento de La Guajira, próximo à fronteira venezuelana.
Diante do temor de um “paro armado” — expressão usada no país para restrições impostas à força por grupos criminosos ao comércio e à locomoção — bairros inteiros da cidade ficaram vazios ao longo do dia . Nas redes sociais, espalharam-se gravações de homens armados em motocicletas disparando contra lojas abertas e de veículos em chamas interrompendo o tráfego.
Segundo um porta-voz da Polícia Nacional, unidades especializadas em combate à extorsão e tropas de elite passaram a atuar nas zonas comerciais já na tarde de terça-feira. Paralelamente, contingentes do Exército foram deslocados para a rodovia que conecta Santa Marta ao departamento de La Guajira.
À frente do país desde agosto, De la Espriella tem defendido linha dura contra organizações ligadas ao narcotráfico , à mineração ilegal e à extorsão, contando com apoio declarado de Estados Unidos e Israel e descartando qualquer negociação com grupos armados.
Sua gestão já realizou três bombardeios contra facções em áreas como a Amazônia e a fronteira com a Venezuela, ações que somam ao menos 42 mortos, entre eles seis menores de idade, conforme balanço divulgado em setembro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.