Vox Radar: 6×1 dá vantagem a Lula nas redes; Flávio ganha fôlego por apoio
Pesquisa Vox Radar divulgada nesta quarta-feira (14) mostra que a discussão sobre o fim da escala 6×1 dá vantagem ao atual presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas redes sociais em apoio e volume de comentários.
Os dados indicam, porém, que o senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) ganhou certo fôlego no assunto quando recuou de seu posicionamento inicial e se declarou favorável à PEC (Proposta de Emenda à Constituição).
O instituto mostra que os entrevistados acreditam que a 6×1 é um tema do campo do petista ( 13.247 menções) e que 80% dos comentários sobre o assunto vêm de quem apoia Lula ou ataca Flávio.
Além disso, o campo do atual presidente fala do tema três vezes mais que o de Flávio, que fala pouco e, quando fala, quase não defende.
Entre os que tomam posição, conforme os dados, os contrários ao fim da escala são quatro para cada favorável .
A linha que mais repercute entre os apoiadores do candidato do PL é de que a pauta é eleitoreira ( 4.085 comentários).
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Apenas 315 comentários falam que o tema é de Flávio e do PL (Partido Liberal), enquanto 27 citam o Congresso.
A Vox mostra, no entanto, que o apoio de Flávio ao tema colocou a pauta em destaque nas redes sociais novamente.
Entre os dias analisados, a quinta-feira (8) teve o maior número de menções à 6×1, com 14.783 .
Na segunda (12), foram 2.605 comentários e, após a demonstração favorável de Flávio na terça (13), as menções voltaram a subir, chegando a 8.128 .
Flávio afirmou na terça que vai votar a favor do fim da escala 6×1 em fala à imprensa após visitar o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O candidato destacou ter discordâncias com a PEC , mas disse que votará “de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”.
“A gente defende algo ainda melhor, eu queria a liberdade pro trabalhador montar sua escala de trabalho. […] Quando reduz a jornada de trabalho vai ter que contratar mais pessoas, corre o risco de muita gente ir pra informalidade, então isso tudo a gente tá pesando, mas de novo, o meu voto vai ser de acordo com a vontade da maioria do povo trabalhador brasileiro”, afirmou.
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