EUA e China prorrogam trégua comercial até janeiro, diz secretário do Tesouro americano
O secretário de Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, durante anúncio de novo pacote de snações ao Irã, em 24 de agosto de 2026.
Evelyn Hockstein/ Reuters O secretário do Tesouro americano, Scott Bessent, afirmou nesta quarta-feira (23) que os Estados Unidos e a China concordaram em estender por dois meses a trégua comercial que expiraria em 10 de novembro.
Com isso, o acordo permanece em vigor até janeiro.
Segundo Bessent, a medida dará mais tempo para que os dois países negociem um acordo potencialmente mais amplo.
A declaração foi feita à Fox News horas após sua segunda reunião, em quatro dias, com o vice-primeiro-ministro chinês, He Lifeng. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia Os encontros serviram para preparar a cúpula entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o presidente da China, Xi Jinping, marcada para esta quinta-feira (24).
Xi desembarcou nos EUA nesta quarta-feira.
“Nos reunimos hoje para ver se conseguiríamos fazer um acordo maior, em vez de apenas uma série de medidas menores”, disse o chefe do Tesouro.
Agora no g1 Segundo ele, a extensão de dois meses da trégua comercial, acordada em maio em Busan, na Coreia do Sul, dará aos dois países “mais tempo para ver o que podemos fazer na área econômica”.
Mais cedo, Bessent disse a jornalistas que Pequim levantou a possibilidade de um acordo comercial mais amplo entre EUA e China durante 12 horas de negociações realizadas no domingo, mas não deu detalhes sobre o alcance desse eventual pacto.
Segundo o Tesouro americano, a reunião desta quarta-feira durou cerca de 90 minutos.
Questionado sobre a possibilidade de um acordo ser fechado até 10 de janeiro, Bessent respondeu à Fox News que isso ainda não está claro.
Ele acrescentou que Washington também pressiona a China para que cumpra de forma mais ampla os compromissos assumidos no acordo atual nos próximos meses.
Segundo ele, Pequim está cumprindo a exigência de comprar 25 milhões de toneladas de soja, mas ainda está abaixo da meta de adquirir US$ 17 bilhões em outros produtos agrícolas.
Autoridades americanas disseram na semana passada que as entregas chinesas de terras raras também estão abaixo do esperado.
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