Caso Lito: centros de pesquisa se manifestam sobre pedidos de inclusão em testes experimentais
Após a mobilização de seguidores do influenciador e especialista em aviação Lito Sousa e de sua esposa, a empresária Mila Seidl, as empresas que conduzem estudos com drogas experimentais para a Doença de Creutzfeld-Jacob (DCJ) utilizaram as redes sociais nesta terça-feira, 25, para comentar os pedidos de inclusão de Sousa nas pesquisas clínicas.
O autor do canal do YouTube Aviões e Músicas foi diagnosticado com a condição rara e sem cura na última semana .
O centro de pesquisa Broad Institute, que conduz o estudo PRiSM Trial, agradeceu pelas mensagens de apoio ao influenciador e informou que está em contato com sua equipe para ajudar na avaliação de opções disponíveis.
“Dezenas de milhares de pessoas manifestaram carinho e preocupação com Lito.
Não sabemos se conseguiremos ajudar, mas vamos tentar”, escreveu no Instagram.
A instituição também destacou os desafios da busca por soluções para conter o avanço da doença .
“A doença priônica é rara e devastadora e, por enquanto, não existem bons tratamentos.
Estamos trabalhando duro para mudar isso, mas as pesquisas — incluindo os ensaios clínicos — ainda estão em estágios iniciais.
Estamos avançando o mais rápido que podemos.” A equipe do influenciador de aviação respondeu dizendo que foi oferecida a possibilidade de participação no grupo de controle, que não recebe a medicação.
“Estamos tentando obter o uso compassivo da medicação para o Lito e ainda aguardamos uma resposta sobre essa possibilidade.” Continua após a publicidade O uso compassivo é quando ocorre a liberação de terapias em investigação para pacientes que enfrentam uma doença grave ainda sem opções de tratamento Em um comunicado em inglês e português, a empresa de biotecnologia Ionis Pharmaceuticals reconheceu a urgência manifestada por Sousa e sua família, mas declarou que não discute informações médicas de pacientes de forma pública.
Segundo a Ionis, o medicamento em teste ION717 está em fase inicial de um estudo conduzido pela primeira vez em pessoas diagnosticadas com doença priônica.
Nesta etapa, os pesquisadores estão investigando segurança, tolerabilidade e impactos no organismo.
Isso quer dizer que não chegou na fase de verificação de eficácia.
Continua após a publicidade Disse ainda que a pesquisa não está mais recrutando participantes e que a droga não está disponível no programa de acesso expandido, que é o uso compassivo.
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