Centrão abandona Flávio e deixa PL com palanque esquálido no RJ e em MG
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Decisões regionais de partidos do Centrão vêm esvaziando alianças do PL e deixando o palanque de Flávio Bolsonaro mais frágil no Rio de Janeiro e em Minas Gerais, avaliam Thais Bilenky e José Roberto de Toledo no A Hora , do Canal UOL.
O tema é um dos destaques do episódio desta semana do A Hora, podcast de notícias do UOL com os jornalistas Thais Bilenky e José Roberto de Toledo , disponível nas principais plataformas. Ouça aqui .
Eles apontam que a disputa presidencial de 2026 tem sido "de baixo para cima", com os estados determinando movimentos nacionais. Nesse cenário, alianças locais podem retirar ou reduzir palanques do bolsonarismo em colégios eleitorais estratégicos.
A decisão dos Republicanos, no fim, de ficar neutro na disputa nacional, liberando os estados, tá dando várias situações curiosas. No Rio de Janeiro, o Republicanos acabou lançando o Antony Garotinho, ex-governador, pelo Republicanos, pra candidato a governador, em detrimento de nomes que queriam dar palanque pro Flávio Bolsonaro no estado. Thais Bilenky
Bilenky diz que, no entendimento da campanha de Eduardo Paes, a entrada de Garotinho na disputa pode embaralhar o primeiro turno. Ela lembra que há risco de a candidatura ser atingida por um caso antigo, mas que, se ele concorrer até o fim, tende a manter um patamar relevante de votos.
Já no campo do PL, Bilenky relata que o vice de Douglas Ruas - apontado como o nome do partido no estado - deixou a chapa e migrou para o palanque de Paes, num movimento facilitado pela neutralidade nacional do PP e de outras siglas do Centrão.
O candidato à vice do Douglas Ruas, que é o candidato do PL, é o candidato do Flávio no Rio de Janeiro, Rogério Lisboa do Partido Progressista. O Rogério Lisboa, que foi prefeito de Nova Iguaçu, abandonou o candidato, abandonou o bolsonarismo e apoiou o Eduardo Paes. Thais Bilenky
Toledo ressalta que o movimento simboliza a dificuldade do PL em manter alianças estaduais. "O PL está isolado lá como ficou em Minas", diz Bilenky, ao descrever a reconfiguração de apoios que, na avaliação dela, tem relação com a perspectiva de poder de Flávio Bolsonaro.
No caso mineiro, Toledo afirma que o senador Cleitinho confirmou candidatura ao governo e tentou adiar a decisão para não virar, desde já, o palanque de Flávio no segundo maior colégio eleitoral do país. Para ele, a lógica é que o presidenciável "atrapalha mais do que ajuda" em disputas estaduais, inclusive na direita.
O que ele queria era adiar ao máximo essa decisão pra não se tornar o candidato do Flávio Bolsonaro em Minas Gerais. Ele queria forçar o PL, que é o partido do Flávio, a lançar um candidato próprio pro Flávio ter palanque lá em Minas, e ele não precisar ceder o espaço no palanque dele pro Flávio, porque, como ele e quase todos os outros candidatos a governador, mesmo da direita, acham que o Flávio atrapalha mais do que ajuda. José Roberto de Toledo
Ao ampliar o quadro, Bilenky diz que a fragilidade de palanques no Rio - berço do bolsonarismo - pode ter efeito na largada da campanha.
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