Zelensky critica acordo entre Trump e Putin sobre diesel russo: 'Investimento na guerra'
Vladimir Putin, Donald Trump e Volodymyr Zelensky Sputnik/Gavriil Grigorov/Pool via REUTERS, Reuters e Genya Savilov/AFP O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, criticou duramente o acordo entre Washington e Moscou anunciado na sexta-feira (9) sobre o fornecimento de diesel russo para os mercados dos EUA e globais a fim de ajudar a reduzir os preços dos combustíveis. ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp Ao anunciar o pacto, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump –cujo Partido Republicano enfrenta a insatisfação dos eleitores com os preços dos combustíveis antes das eleições de meio de mandato no próximo mês– disse que o líder russo, Vladimir Putin, concordou em fornecer "imediatamente" mais de 300 mil toneladas de diesel, seguidas de outras 500 mil em novembro e 1 milhão de toneladas logo depois.
Outras 3 milhões de toneladas poderiam ser entregues em um curto período, dependendo da capacidade operacional das refinarias russas.
O Kremlin confirmou o acordo, afirmando que a Rússia estava preparada para fornecer petróleo e derivados a qualquer mercado.
Horas após o anúncio de Trump, Zelensky disse que o acordo ajudaria a Rússia no conflito e seria um "investimento na guerra" (leia mais abaixo).
O líder ucraniano voltou a citar o acordo entre EUA e Rússia neste sábado (10).
Ele disse que Moscou "disse obrigado" pela retirada das sanções com um ataque aéreo que deixou mortos e feridos em Zaporizhzhia.
Agora no g1 Zelensky condena acordo como "investimento na guerra" Após o anúncio, Zelensky alertou que qualquer flexibilização das restrições às exportações de energia russas ajudaria Moscou a financiar sua guerra contra a Ucrânia.
"Permitir que a Rússia venda derivados de petróleo é um investimento na guerra, que deve ser encerrada, e não prolongada", escreveu Zelensky no Telegram na noite desta sexta-feira, advertindo que o Kremlin responderia com mais "terror e atos vis" contra seu país.
Zelensky intensificou suas críticas em entrevista ao portal de notícias americano Axios, classificando o acordo como "injusto e desonesto".
Ele ficou particularmente irritado pelo fato de os enviados de Trump, Steve Witkoff e Jared Kushner, estarem negociando com autoridades ucranianas em Miami sobre um possível fim da guerra ao mesmo tempo em que o acordo com Putin estava sendo articulado.
O ucraniano afirmou que o acordo sobre o diesel não teria sido mencionado durante essas conversas.
Questionado sobre as críticas de Zelensky, Trump se limitou a defender o acordo.
"Precisamos de petróleo para o mundo, e isto é diesel – que é do que precisamos –, então estamos muito satisfeitos em obtê-lo", disse o americano.
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