Justiça bloqueia R$ 714 mil de Claudinho Serra e réus da Operação Tromper
A Justiça determinou a indisponibilidade de até R$ 714.820,30 em bens, direitos e valores de seis réus ligados à Operação Tromper, investigação que revelou suspeitas de direcionamento de licitações, pagamento de propina e desvios em contratos da Prefeitura de Sidrolândia, município a 71 quilômetros de Campo Grande.
A decisão, assinada pelo juiz Daniel Raymundo da Matta, da 2ª Vara Cível de Sidrolândia, atinge o ex-vereador de Campo Grande e ex-secretário municipal de Fazenda de Sidrolândia Cláudio Jordão de Almeida Serra Filho, o Claudinho Serra, os empresários Edmilson Rosa, Cleiton Nonato Correia e Thiago Rodrigues Alves, além das empresas AR Pavimentação e Sinalização e GC Obras de Pavimentação Asfáltica.
A ordem foi dada em ação civil pública ajuizada pelo MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) no dia 10 de setembro.
O processo busca ressarcimento aos cofres públicos e responsabilização dos envolvidos por supostos atos lesivos à administração pública.
O bloqueio poderá atingir dinheiro em contas bancárias, veículos e imóveis.
O magistrado determinou buscas pelos sistemas Sisbajud, Renajud e CNIB (Central Nacional de Indisponibilidade de Bens).
Quando possível, os R$ 714,8 mil deverão ser divididos entre os réus conforme a participação atribuída a cada um nos fatos.
Caso o patrimônio de algum deles seja insuficiente, a restrição poderá ser redirecionada aos demais.
Além do bloqueio patrimonial, a Justiça suspendeu a participação da AR Pavimentação e da GC Obras em licitações e proibiu as duas empresas de celebrar ou executar novos contratos com órgãos públicos.
A restrição vale para União, estados e municípios, mas ressalva contratos privados.
Denúncia - A ação civil tem como foco o contrato firmado para recomposição do revestimento primário de estradas vicinais de Sidrolândia.
Segundo o MPMS, as investigações da Tromper apontaram a existência de um núcleo político, que teria Claudinho Serra como figura central, e outro empresarial, formado pela AR Pavimentação e GC Obras, ligadas respectivamente a Edmilson Rosa e Cleiton Nonato Correia.
Thiago Rodrigues Alves é apontado na ação como responsável por apoio operacional ao grupo.
A suspeita específica envolve um item chamado “expurgo de jazida”.
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