Açúcar tem alta de quase 3% em Nova York com preocupações sobre o El Niño
Os preços futuros do açúcar fecharam em alta nesta segunda-feira (12), com o mercado atento aos possíveis impactos do fenômeno climático El Niño sobre a produção mundial.
O contrato com vencimento em março registrou valorização de 2,96% na Bolsa de Nova York, encerrando o pregão negociado a 20,85 centavos de dólar por libra-peso.
Segundo análise da Barchart, a alta foi impulsionada pelas preocupações com as condições climáticas nas principais regiões produtoras.
No Brasil, previsões meteorológicas indicaram intensificação das chuvas ao longo desta semana, cenário que pode atrasar ainda mais a safra de cana-de-açúcar e afetar o ritmo de produção do país.
O mercado também acompanha os sinais de fortalecimento do El Niño.
Na sexta-feira (9), a Agência Meteorológica do Japão informou que as temperaturas da superfície do Oceano Pacífico tropical ficaram 4°C acima da média em setembro, o maior desvio registrado pela agência desde 1949.
Segundo a instituição, há 100% de probabilidade de que o fenômeno persista durante o inverno do Hemisfério Norte e se estenda até o primeiro trimestre do próximo ano.
Leia Mais Clima mais seco no Brasil pressiona café e recua 2,02% em de Nova York Preço do açúcar atinge maior valor em 19 meses na Bolsa de Nova York Safra recorde projetada pelo USDA pressiona preços futuros do café em NY A intensidade do evento climático aumenta as preocupações com possíveis alterações no regime de chuvas em importantes polos produtores, como Brasil, Índia e Tailândia.
Mudanças nos padrões de precipitação podem comprometer o desenvolvimento das lavouras e reduzir a oferta global de açúcar , dependendo da intensidade e da distribuição dos efeitos climáticos em cada região.
O Centro de Previsão Climática dos Estados Unidos também avalia que o episódio de El Niño em formação no Pacífico equatorial poderá estar entre os mais intensos em mais de 75 anos.
O cenário amplia as incertezas para os próximos meses, diante da possibilidade de secas, inundações e oscilações de temperatura que afetem a produção agrícola na Ásia e na América do Sul.
Cacau Os preços futuros do cacau fecharam em alta na Bolsa de Nova York, impulsionados por preocupações com a oferta na Costa do Marfim, maior produtor mundial da amêndoa.
O contrato com vencimento em dezembro avançou 0,19%, encerrando o pregão negociado a US$ 5.676 por tonelada.
Segundo análise da Barchart, as fortes chuvas na Costa do Marfim têm dificultado o acesso dos agricultores às plantações justamente no início da colheita.
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