Suplente de Sergio Moro no Senado é quem mais investiu na campanha do ex-juiz para governador
Amigo pessoal de Sergio Moro (PL) e seu primeiro suplente no Senado, o advogado Luis Felipe Cunha é quem mais investiu até aqui na campanha do bolsonarista para governador do Paraná.
E se o ex-juiz acabar eleito para chefiar o Palácio Iguaçu, é justamente Cunha quem irá “herdar” a cadeira do bolsonarista no Senado.
Quem são os suplentes dos candidatos a senador no Paraná e por que ficar de olho neles? De acordo com o sistema DivulgaCand, do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o advogado doou pessoalmente R$ 500 mil para a campanha de Moro.
Os outros dois candidatos que mais doaram para o candidato ao governo são os empresários Jefferson Melhim Abou Rejaile e Maurício Melhim Abou Rejaile, com R$ 100 mil cada.
Até aqui, Sergio Moro já conseguiu arrecadar R$ 11,92 milhões para fazer campanha.
Desse montante, R$ 7,89 milhões já estão empenhados.
O “grosso” do dinheiro para o ex-juiz da Lava Jato, contudo, não vem do setor privado, mas sim do público.
Ele recebeu R$ 10,8 milhões do PL (90,6% do total de recursos já obtidos), dinheiro oriundo do Fundo Partidário e do Fundo Eleitoral.
Candidatos a governador do Paraná já gastaram mais de R$ 18 milhões para fazer campanha Quem é Luis Felipe Cunha? Luis Felipe Cunha é advogado em Curitiba e amigo pessoal de Sergio Moro.
Mestre em Direito Econômico e Social pela PUC-PR, ele chegou a ser o coordenador-executivo de campanha de Moro em 2022, quando o ex-juiz ainda sonhava em disputar a Presidência da República.
Além disso, também defendeu Moro em ações cíveis, no CNJ (quando o ex-juiz respondeu por homologar o acordo bilionário da Fundação Lava Jato) e foi envolvido em denúncia apresentada contra Moro por abuso de poder econômico no pleito de 2022 – o que depois foi negado pela Justiça Eleitoral.
Além disso, por volta de 2017 sua banca passou a defender a Petrobras, que esteve no centro das investigações da Lava Jato.
A atuação, contudo, envolvia processos trabalhistas e danos ambientais da petrolífera, e não a esfera criminal.
Em 2022, o jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, revelou que uma empresa de Cunha recebeu R$ 1 milhão do União Brasil, então partido de Moro.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.bemparana.com.br — o conteúdo pertence a Bem Paraná.