SP confirma casos de Febre do Nilo pela 1ª vez na história do Estado
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP) confirmou nesta segunda-feira, 24, os dois primeiros casos humanos de Febre do Nilo Ocidental no Estado. Em Santa Catarina, uma mulher de 77 anos morreu na cidade de Imbituba devido à doença.
A Secretaria da Saúde de Santa Catarina confirmou dois casos humanos de Febre do Nilo no Estado: o de Imbituba, que evoluiu para óbito, o que acontece raramente, e outro em Caçador. O paciente de Caçador, com 56 anos, já recebeu alta hospitalar após internação. Ambos os quadros apresentaram manifestações neurológicas.
Em São Paulo, o primeiro caso é de uma mulher, moradora de Ribeirão Preto, de 34 anos , com histórico recente de viagem à região amazônica, que já está curada. O outro caso é de uma adolescente, de 18 anos, residente na cidade de São José do Rio Preto, que está internada sob cuidados médicos. Ambos os casos seguem com o local provável de infecção sob investigação epidemiológica.
Esta é a primeira vez que São Paulo registra casos humanos da doença. Diante das duas confirmações, a secretaria reforça as orientações à população sobre os principais sintomas e as medidas de prevenção contra a exposição aos mosquitos transmissores (veja ao fim mais abaixo).
De acordo com a Secretaria da Saúde catarinense, o primeiro registro da Febre do Nilo no Brasil aconteceu em 2014 e 13 Estados já registraram casos ao longo dos anos. Em 2026, além dos casos em Santa Catarina e São Paulo, há um caso provável no Piauí.
O Ministério da Saúde afirmou que a pasta acompanha as investigações, presta apoio técnico aos Estados e prepara nota técnica com orientações atualizadas para reforçar a vigilância da doença no País.
A Febre do Nilo Ocidental é uma infecção viral aguda causada por um arbovírus , grupo que também inclui os vírus responsáveis por doenças como dengue, Zika, chikungunya e febre amarela. A transmissão ocorre principalmente pela picada do mosquito do gênero Culex (os pernilongos comuns, também conhecidos como muriçocas), que adquire o vírus ao se alimentar do sangue de aves infectadas.
A infecção pode não provocar sintomas. Estima-se que cerca de 20% das pessoas infectadas desenvolvem manifestações clínicas, que na maioria das vezes são lev es. Os quadros podem variar desde uma febre passageira até formas mais graves , com comprometimento do sistema nervoso central ou periférico.
Nos casos graves, a doença pode causar manifestações como encefalite, meningite ou outras alterações neurológicas. Nesses casos, é necessária avaliação médica imediata e, quando indicado, hospitalização.
– Febre; – Mal-estar; – Falta de apetite; – Náuseas e vômitos; – Dor de cabeça; – Dor muscular; – Dor nos olhos; – Manchas na pele (exantema máculo-papular); – Aumento dos gânglios linfáticos (linfadenopatia); – Sintomas neurológicos (confusão mental, rebaixamento do nível de consciência, tremores, convulsões).
O diagnóstico é feito por avaliação clínica e exames laboratoriais, especialmente nos casos em que há suspeita da doença.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jovempan.com.br — o conteúdo pertence a Jovem Pan.