Rio Innovation Week 2026: a vantagem competitiva não estará na IA, mas na forma como lideramos com ela
Por Andréa Paiva Quem participou do Rio Innovation Week 2026 provavelmente saiu do Pier Mauá com uma percepção diferente sobre uma discussão que vem dominando a agenda dos líderes de tecnologia nos últimos dois anos.
Se antes a principal pergunta era como implementar IA, agora o desafio é outro como gerar valor com IA e, ao mesmo tempo, preparar organizações e pessoas para uma transformação que não vai desacelerar.
O tema desta edição “Simbiose: o futuro não acontece isolado” permeou diferentes trilhas do evento e trouxe uma mensagem importante: a inteligência artificial deixou de ser uma agenda exclusivamente tecnológica.
Ela passou a ser uma agenda de negócio, liderança, educação e desenvolvimento humano.
Colaboração nunca foi tão importante! Essa visão apareceu sob diferentes perspectivas.
Malala Yousafzai destacou o potencial da tecnologia para ampliar o acesso à educação, mas também chamou atenção para o risco de que a inovação reproduza desigualdades.
Neurocientistas como Edvard Moser e David Eagleman trouxeram a discussão sobre o funcionamento do cérebro e a relação entre humanos e tecnologia.
E Ailton Krenak ampliou a conversa ao questionar a ideia de que inovar significa necessariamente romper com o passado.
Ao defender a valorização de conhecimentos ancestrais, da escuta e da capacidade de contar histórias, Krenak trouxe um elemento que considero especialmente relevante para a era da IA: tecnologia pode ampliar o acesso à informação, mas repertório é o que nos permite interpretar o mundo, fazer conexões e atribuir significado ao que aprendemos.
Para quem lidera tecnologia, alguns sinais merecem atenção.
O primeiro é que a IA já é um fator de competitividade.
Modelos, copilotos e agentes inteligentes tendem a se tornar infraestrutura, assim como aconteceu com a computação em nuvem.
A vantagem, portanto, não estará no simples acesso à tecnologia, mas na capacidade de conectá-la à estratégia, aos processos, à cultura e às pessoas.
Essa foi uma das principais discussões do painel que participei no palco Open Innovation, sobre a inteligência artificial como motor da nova economia.
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