Eleições de Israel: Como a guerra em Gaza pode impactar na votação?
Israel realizará, em 27 de outubro, a primeira eleição para o Knesset, o Parlamento, desde o ataque do Hamas de 2023.
A ofensiva matou mais de 1.200 israelenses, terminou com centenas de sequestrados e desencadeou uma guerra que devastou a Faixa de Gaza.
Desde então, o Oriente Médio mergulhou em uma cadeia de conflitos que duram anos, que também englobaram o Líbano e o Irã, afetando diretamente a população nesses países e redimensionando o apoio a Israel na comunidade internacional.
Até agora, não há acordos definitivos para encerrar essas guerras, incluindo a batalha contra o Hamas, grupo radical palestino que domina Gaza.
Israel exige que o Hamas se desarme, enquanto o grupo pede que as tropas israelenses deixem o território palestino.
Atualmente, os militares controlam cerca de 60% de Gaza.
Com isso, os conflitos são parte central na campanha eleitoral e na avaliação dos eleitores sobre a atuação do trabalho do atual governo e do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu.
Leia Mais: O que é o Knesset, o Parlamento de Israel? Quais são os principais candidatos que disputam a eleição de Israel? Candidato à reeleição, Netanyahu é alvo de pedido de prisão; entenda Como a guerra na Faixa de Gaza impacta as eleições em Israel? O ataque do Hamas foi um dos principais acontecimentos relacionados à segurança de Israel no século XXI e deixou marcas profundas na população.
Apesar de a retaliação israelense ter tido apoio amplo em meio aos cidadãos, também houve muitas críticas contra as autoridades, especialmente Benjamin Netanyahu.
Milhares de pessoas chegaram a protestar pelas ruas do país pedindo que o governo chegasse a um acordo com o Hamas para a libertação dos reféns que ainda estavam em cativeiro.
Além disso, parte da população critica os governantes de Israel por falharem na prevenção do ataque do grupo palestino e exige a criação de um comitê de investigação independente para apurar as responsabilidades.
Integrantes do Hamas invadem kibbutz de Be’Eri, em Israel • South First Responders Notícias recentes também pressionam cada vez mais Netanyahu.
Uma reportagem do início de setembro afirmou que o presidente dos Emirados Árabes Unidos o havia alertado sobre uma grande operação do Hamas.
O premiê e seus aliados culpam os chefes de segurança por não o terem acordado na noite anterior ao ataque, rejeitando a alegação de que foram avisados com antecedência.
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