Dezoito suspeitos de matar presidente do Haiti chegam a Miami, nos EUA
Dezoito suspeitos pelo assassinato do presidente haitiano Jovenel Moïse chegaram a Miami para responder a acusações federais nos EUA, informou a Fox News.
Os suspeitos foram transferidos da custódia haitiana em uma aeronave militar dos EUA e chegaram algemados ao aeroporto de Miami no domingo. Agentes do Federal Bureau of Investigation (FBI), a polícia federal dos EUA, e do Departamento de Segurança Interna dos EUA escoltaram o grupo, formado por pessoas do Haiti e da Colômbia.
Promotores acusam os réus de financiar o plano com empréstimos fraudulentos do Programa de Proteção ao Salário, criado durante a pandemia de Covid-19. A acusação afirma que o dinheiro foi usado para comprar armas e equipamentos táticos e contratar mercenários colombianos.
Os 18 réus respondem, entre outros crimes, por conspiração para matar ou sequestrar uma pessoa no exterior e fraude eletrônica. Eles fariam a primeira audiência em um tribunal federal de Miami na segunda-feira.
Autoridades americanas afirmam que a conspiração foi planejada e financiada em grande parte no sul da Flórida. Documentos judiciais descrevem um plano que pretendia derrubar violentamente Moïse e terminou em seu assassinato.
Jovenel Moïse, então com 53 anos, foi morto a tiros em julho de 2021, em sua residência nas colinas acima de Porto Príncipe. Parte dos envolvidos teria se passado por agentes da agência antidrogas dos EUA para entrar na casa presidencial.
Quatro apontados como líderes da trama foram condenados em Miami em maio e podem receber prisão perpétua. A promotoria disse no julgamento que eles reuniram cerca de duas dezenas de ex-soldados colombianos e forneceram dinheiro, armas, munição e coletes táticos.
O ministro da Justiça do Haiti, Patrick Pelissier, confirmou a transferência dos suspeitos para os EUA. Ele afirmou que o processo haitiano enfrenta dificuldades e não teve julgamento após cinco anos de procedimentos.
O ativista de direitos humanos Pierre Espérance criticou a lentidão do caso no Haiti e a transferência dos 18 suspeitos. Ele chamou a situação de "uma desgraça para o sistema de Justiça haitiano" e defendeu o fortalecimento das instituições do país para julgar casos complexos.
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