David Bowie e "clima de futebol": Evelyn Oliveira relembra ouro inédito da bocha na Rio 2016
Brasil leva ouro e prata na bocha paralímpica Há dez anos, a Arena Carioca 2, no Rio de Janeiro, foi o cenário de uma conquista marcante para o esporte paralímpico brasileiro.
A estreante Evelyn Oliveira, de Suzano (SP), integrou a seleção de bocha na vitória contra a Coreia do Sul, garantindo a medalha de ouro inédita nos pares mistos da classe BC3 (com auxilio do assistente).
Diante da maior potência mundial da modalidade e em meio a um processo de reformulação na categoria, o time brasileiro — formado, também, por Antônio Leme e Evani Calado — superou o favoritismo adversário para registrar seu nome na história.
Na época, Evelyn ainda tentava processar a magnitude do evento e a rapidez com que tudo aconteceu. – Às vezes me dá a sensação de que a ficha só caiu realmente quando a gente chegou ali próximo das etapas finais.
Até então, tudo parecia meio sonho...
Parecia que, nossa....
Eu não queria despertar dali – relembra a atleta.
Evelyn Oliveira, de Suzano, relembra ouro inédito da bocha na Rio 2016 Jogando em casa, a bocha, um esporte tradicionalmente marcado pelo silêncio, concentração e precisão, ganhou uma torcida barulhenta e com a cara do Brasil. – Os primeiros jogos foram meio assustadores.
Era uma realidade à qual não estava acostumada.
Pelo fato de a bocha ser um jogo de muita concentração, estamos habituados com o silêncio, com aquela vibração mais contida.
Ali, a gente se sentia de verdade em um estádio de futebol — parecia que estavam jogando Corinthians e Flamengo.
Foi algo, assim, surreal, que guardo com muito, muito carinho – conta Evelyn.
O apoio da torcida foi o combustível para a seleção vencer os primeiros jogos da fase de grupos antes de cruzar o caminho da Coreia do Sul, apontada como a grande favorita ao ouro na classe BC3 nos Jogos do Rio. – Eles tinham tudo o que era de ponta no que diz respeito a material, fora a categoria técnica deles.
Acho que, nesse primeiro jogo, talvez a gente tenha ficado naquela fase do encantamento, em que você olha e fica admirado. – Comecei os dois primeiros tempos na reserva e depois eu entrei nos dois tempos finais.
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