Rodoviários anunciam greve nacional; veja a situação em Salvador
Milhões de passageiros podem enfrentar mudanças no transporte público na próxima semana.
Trabalhadores do setor de transportes organizam uma paralisação nacional, que deve atingir garagens e terminais de diferentes cidades brasileiras.A mobilização está prevista para ocorrer entre 4h e 10h, período que inclui parte do horário de maior movimento dos ônibus.
A duração, no entanto, pode variar de acordo com a organização de cada município.Segundo informações apuradas pelo portal A TARDE, Salvador, até o momento, não deve aderir ao movimento nacional.
O Sindicato dos Rodoviários da capital baiana não vê, neste momento, possibilidade de participação na paralisação.Quando será a paralisação dos ônibus?A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Transportes e Logística (CNTTL) confirmou que a mobilização terá caráter de paralisação.
A data e a relação definitiva das cidades participantes, porém, ainda serão definidas após uma nova reunião entre as entidades sindicais.O planejamento prevê que os trabalhadores se concentrem principalmente em garagens e terminais de ônibus, entre 4h e 10h.O horário escolhido pode provocar impactos no início da manhã, quando milhões de passageiros utilizam o transporte coletivo para chegar ao trabalho, escolas, universidades e outros compromissos.
Durante a intervenção, os ônibus das linhas da plataforma G operam provisoriamente no térreo da estação - Foto: Shirley Stolze / Ag A TARDE Em cidades onde houver maior adesão, podem ocorrer atrasos na saída dos veículos, redução temporária da oferta de ônibus e reflexos nos terminais.A dimensão da mobilização dependerá da participação dos sindicatos e trabalhadores de cada município.
Algumas cidades também podem encerrar a paralisação antes das 10h.Movimento pede fim da escala 6x1A principal reivindicação dos trabalhadores é o fim da escala 6x1, modelo em que o funcionário trabalha durante seis dias e tem apenas um dia de descanso.A mobilização também busca pressionar o Senado pela votação da PEC 221/2019, que prevê a redução gradual da jornada máxima semanal de 44 para 40 horas, além de dois dias de repouso semanal remunerado e manutenção dos salários.A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou o texto em 2 de setembro.
Agora, a proposta está pronta para ser analisada pelo Plenário e aguarda inclusão na Ordem do Dia.Durante a votação na comissão, senadores apresentaram posições favoráveis e contrárias à proposta.
Entre os argumentos contrários está a preocupação com possíveis limitações nas negociações entre trabalhadores e empregadores.
Capitais estão no planejamentoA intenção das entidades sindicais é levar a mobilização para capitais e cidades importantes do interior.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.