Justiça italiana marca novo julgamento sobre extradição de Carla Zambelli
A Justiça italiana determinou uma data para reavaliar o pedido de extradição da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP) , condenada no caso de perseguição a mão armada contra um homem em São Paulo.
A nova audiência será realizada no dia 29 de outubro , logo após o segundo turno das eleições brasileiras.
Em julho, a Justiça da Itália barrou o pedido de extradição da deputada alegando falta de informações sobre a assistência médica que ela receberia se fosse presa no Brasil, porém descartou as alegações de perseguição política da defesa.
Na mesma decisão, a corte italiana determinou que o caso passasse por um novo julgamento, voltando à fase inicial do processo.
A Corte italiana entendeu que era preciso mais garantias do governo e do Supremo Tribunal Federal (STF) sobre as condições de saúde da ex-deputada, que apresenta quadros de fibromialgia e desmaios, e o tratamento que ela receberia no Brasil.
Durante o novo julgamento não será reavaliada a condenação imposta pela Justiça brasileira, mas sim será avaliado se o pedido de extradição cumpre os requisitos previstos na legislação e nos tratados internacionais para que ele possa ser autorizado.ç Continua após a publicidade A defesa de Carla Zambelli foi procurada mas não havia respondido até o momento da publicação.
O caso Em agosto de 2025, Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 5 anos e 3 meses de prisão por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal com emprego de arma de fogo.
Continua após a publicidade O relator Gilmar Mendes votou pela condenação alegando elevado grau de reprovabilidade na conduta da parlamentar do PL e foi acompanhado por Alexandre de Moraes , Cármen Lúcia, Cristiano Zanin, Dias Toffoli, Edson Fachin, Flávio Dino, Luiz Fux e Roberto Barroso.
Indicados por Bolsonaro ao STF, André Mendonça votou para condenar a parlamentar a 8 meses de prisão pelo crime de constrangimento ilegal, enquanto Nunes Marques votou pela absolvição de Zambelli do porte ilegal de arma de fogo.
Continua após a publicidade A decisão representa o acolhimento pelos magistrados da acusação da PGR contra a bolsonarista pelo episódio que ocorreu em outubro de 2022, um dia antes do segundo turno das eleições, quando Carla discutiu com um eleitor de Lula e o perseguiu com uma arma em punho.
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