CEO da CPFL Energia: Conseguimos entregar resultado robusto no 2º tri
A CPFL Energia registrou lucro líquido consolidado de R$ 1,4 bilhão no segundo trimestre de 2026, alta de 21,3% em relação aos R$ 1,18 bilhão apurados no mesmo período do ano anterior.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) avançou 17,4%, para R$ 3,5 bilhões.
Em entrevista ao CNN Money , o presidente da companhia, Gustavo Estrella, avaliou positivamente o desempenho e destacou a solidez operacional mesmo diante de um cenário desafiador.
“De forma geral, o resultado normalizado é um resultado bastante robusto e resiliente”, afirmou.
Segundo Estrella, o desempenho mostra a capacidade da companhia de manter o crescimento mesmo com os efeitos de itens não recorrentes no trimestre e um ambiente de mercado mais difícil.
O mercado de energia da CPFL cresceu 4% no período, impulsionado principalmente pelo segmento de baixa tensão.
No mercado residencial, o aumento das temperaturas contribuiu para elevar o consumo.
No segmento comercial, por sua vez, o destaque foi o avanço de 35,8% na demanda de data centers.
Segundo o executivo, a perspectiva para os próximos períodos é positiva, considerando o volume de projetos que já estão em fase de implementação.
Leia Mais EQI Investimentos adquiri plataforma TC por R$ 3 milhões Investimento da Alphabet na SpaceX cresce 100 vezes em 10 anos Lucro ajustado da Cemig cai para R$ 1,12 bi no 2º tri A expansão, no entanto, enfrenta gargalos de infraestrutura.
Ao longo de 2026, a CPFL precisou negar pedidos de conexão de quase 3 gigawatts de capacidade para novos data centers em sua área de concessão devido a restrições nas redes de transmissão.
Para Estrella, dois pontos precisam avançar para acompanhar o crescimento do setor: a questão tributária, com a aprovação do Redata no Congresso considerada fundamental para a competitividade brasileira, e a expansão da capacidade das redes elétricas para atender ao elevado consumo dos data centers.
Eventos climáticos extremos e investimentos A companhia também enfrentou um evento climático severo na região de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo.
Em menos de 30 minutos, ventos de 160 km/h derrubaram 54 torres de transmissão, quase 350 postes e mais de 410 árvores sobre a rede elétrica.
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