Durigan diz que reajuste do Bolsa Família não deve pressionar a inflação
O ministro da Fazenda, Dario Durigan , afirmou, em entrevista à CNN nesta sexta-eira (18), que o reajuste de 15,04% do Bolsa Família não deve provocar pressão adicional sobre a inflação.
Segundo ele, o aumento representa apenas a recomposição da perda do poder de compra acumulada desde 2023.
“Não é aumento real.
É uma recomposição da inflação”, afirmou Durigan.
O reajuste foi anunciado pelo governo nesta semana e começa a valer na folha de outubro.
Com a correção, o benefício mínimo por família passa de R$ 600 para R$ 691.
O valor médio estimado sobe de R$ 675 para R$ 777.
Leia Mais IBGE: Menos de um terço das pessoas com deficiência tem trabalho no Brasil Membro do Fed diz que inflação não é impulsionada apenas por energia BC atualiza regras e permite Pix automático em conta-salário; veja mudanças O percentual foi calculado com base na variação acumulada do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) entre março de 2023 e agosto de 2026.
Na avaliação do ministro, o reajuste não representa uma expansão real dos gastos das famílias beneficiárias, mas uma atualização dos valores do programa diante da inflação acumulada.
O governo também afirma que a medida foi incorporada à trajetória fiscal e não exigirá uma mudança da meta de resultado primário.
Durigan afirmou ainda que o governo mantém o compromisso com a redução da inflação e destacou que, na avaliação da equipe econômica, há outros fatores com potencial de pressionar os preços, especialmente em um cenário internacional marcado por conflitos e aumento de gastos públicos em diferentes países.
O reajuste terá impacto estimado de R$ 5,8 bilhões em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões em 2027.
Para acomodar a despesa, o governo deverá fazer ajustes no Orçamento e detalhar as medidas de compensação.
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