Ucrânia aprova lei-chave para negociar adesão à União Europeia
O parlamento da Ucrânia aprovou nesta segunda-feira, 12, uma lei sobre direitos das minorias, abrindo caminho para o país avançar nas discussões sobre a adesão à União Europeia .
A nova regulamentação ameniza uma disputa com a Hungria, que, durante o governo do ex-primeiro-ministro Viktor Orbán , se opunha ao projeto ucraniano de entrar no grupo.
Espera-se que, após o aceno de Kiev, o novo chefe de governo húngaro, Péter Magyar , se reúna com o presidente Volodymyr Zelensky ainda nesta semana e retire o veto às negociações do bloco europeu .
Direitos das minorias A legislação, aprovada por 266 dos 450 deputados, fortalece as proteções para o uso de línguas de minorias em escolas e eventos culturais.
Isso beneficiará cerca de 100 mil húngaros étnicos que vivem na região ucraniana da Transcarpátia, comunidade que tem sido fonte de atrito entre Budapeste e Kiev há anos.
Desde 2023, Orbán havia bloqueado as negociações sobre a adesão ucraniana à União Europeia devido a essa disputa.
Péter Magyar (ao centro), líder do partido Tisza, participa de comício em Budapeste antes das eleições gerais na Hungria.
15/03/2026 – Akos Stiller/Bloomberg/Getty Images + UE despacha lideranças à Ucrânia e anuncia ajuda de R$ 36 bi em meio a escalada da guerra Continua após a publicidade A nova gestão de Magyar já vinha dando sinais positivos à Ucrânia.
Em junho, o premiê húngaro concordou com um plano de ação de 11 pontos de Zelensky e suspendeu o veto da Hungria à abertura dos dois primeiros blocos de negociação sobre a entrada do país no bloco europeu — abrangendo mercado interno e competitividade.
No entanto, ele condicionou tudo à adoção formal, por parte de Kiev, da legislação sobre direitos das minorias.
Agora, Magyar e Zelensky devem se encontrar nesta quinta-feira, 15, às margens da cúpula do Conselho Europeu, em Bruxelas.
Diplomatas esperam que a Hungria aprove a abertura das negociações antes mesmo da reunião.
Continua após a publicidade Avanços e atritos Os laços entre Hungria e Ucrânia foram drasticamente esgarçados sob a gestão de Orbán, cujo governo entrou em conflito repetidas vezes com Kiev e obstruiu sua candidatura à União Europeia.
O ex-primeiro-ministro também conduziu uma campanha eleitoral fortemente anti-Ucrânia, retratando o país como uma ameaça à segurança europeia.
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