Feito Pipa emociona público em Salvador e sonha com vaga no Oscar 2027
O cinema brasileiro encontra na delicadeza de Feito Pipa uma de suas histórias mais sensíveis do ano.
Representante do Brasil na disputa por uma vaga no Oscar 2027 de Melhor Filme Internacional, o longa dirigido por Allan Deberton teve sua pré-estreia em Salvador nesta quarta-feira, 28, com sessões esgotadas no Cine Glauber Rocha e a presença do elenco e da equipe.
A produção chega ao circuito nacional em 5 de novembro.Estrelado por Yuri Gomes, Lázaro Ramos e Teca Pereira, o filme acompanha Gugu, um menino de 11 anos apaixonado por futebol, dança e tudo aquilo que lhe permite experimentar o mundo com liberdade.
Criado pela avó Dilma, uma professora aposentada que o acolhe sem julgamentos, ele precisa enfrentar mudanças na família quando a saúde da idosa começa a se deteriorar e surge a possibilidade de morar com o pai, Batista, um homem rígido que tem dificuldade de compreender o filho.
Leia Também: NOVIDADE Nova adaptação de clássico de Jane Austen ganha trailer na Netflix ELENCO COMPLETO HBO revela novos nomes do elenco de Harry Potter; saiba quem são DICA INUSITADA! Filme policial com 110 minutos é uma joia escondida no Prime Video Em entrevista exclusiva ao Cineinsite A TARDE, os atores e o diretor comentaram a construção dos personagens, a repercussão internacional da obra e as expectativas para a campanha brasileira ao Oscar.
Ambientado no sertão cearense, Feito Pipa encontra força ao olhar para uma infância que não cabe nas expectativas impostas pela sociedade.
Gugu é uma criança queer, afeminada, que gosta de dançar, de brilho, de maquiagem e de roupas cintilantes, mas que também tem seus próprios desejos, contradições e sonhos.
O filme não faz de sua identidade uma característica isolada, tampouco transforma a personagem em uma sucessão de tragédias.É justamente nessa escolha que reside parte de sua beleza.
A história permite que o menino exista para além do preconceito que enfrenta, preservando sua alegria, imaginação e espontaneidade mesmo diante de situações difíceis.Uma história brasileira que encontra identificação além das fronteirasO sertão nordestino é um território conhecido do cinema brasileiro, frequentemente retratado por narrativas sobre a seca, a pobreza e as dificuldades sociais.
Em Feito Pipa, porém, a região aparece também como espaço de afeto, descoberta e liberdade, com nuances que ajudam a construir a identidade da obra.Para Lázaro Ramos, que interpreta Batista, o respeito na representação desses personagens é um dos elementos que permitem ao longa dialogar com espectadores de diferentes lugares.“Eu acho que é respeito no olhar.
Esse filme trata o Nordeste com o respeito que merece.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em atarde.com.br — o conteúdo pertence a A Tarde.