Planetas rochosos podem ter começado a surgir apenas 100 milhões de anos depois do Big Bang, quando o Universo ainda era extremamente jovem
As simulações sugerem a formação de vários planetas rochosos ao mesmo tempo, não apenas um isolado
Whastapp Facebook Linkedin Twitter COMPARTILHAR O que você vai ver Como supernovas das primeiras estrelas entram nessa conta. Por que elementos pesados e água precisam vir juntos. Como discos ao redor de estrelas jovens ficam enriquecidos. Por que simulações indicam vários planetas, não apenas um. Por que isso empurra mundos terrestres para mais perto do início do Universo. Simulações indicam que planetas rochosos podem ter começado a se formar apenas 100 milhões de anos depois do Big Bang, quando o Universo ainda era extremamente jovem e passava por sua primeira geração de estrelas.
Segundo o ScienceDaily, simulações indicam que supernovas produzidas pelas primeiras estrelas do Universo poderiam enriquecer discos ao redor de estrelas jovens com material suficiente para viabilizar a formação de planetas rochosos numa fase muito anterior à esperada pelos modelos tradicionais.
Esse mecanismo depende diretamente do ciclo de vida acelerado das primeiras estrelas, que, ao explodirem em supernovas relativamente cedo na história do Universo, liberaram elementos que de outra forma só estariam disponíveis muito mais tarde, após sucessivas gerações estelares completarem seu próprio ciclo de vida.
Para que planetas rochosos se formem, discos ao redor de estrelas jovens precisam conter tanto elementos pesados quanto água em quantidade suficiente, combinação que as simulações indicam poder ter sido fornecida diretamente pelas supernovas das primeiras estrelas do Universo.
Essa necessidade de ambos os ingredientes simultaneamente é o que torna o mecanismo proposto especialmente relevante, já que não basta apenas a presença de elementos pesados para formar um planeta rochoso: a disponibilidade de água no mesmo disco protoplanetário também é considerada um fator decisivo para viabilizar esse tipo de formação.
O material liberado pelas supernovas das primeiras estrelas pode se incorporar diretamente aos discos protoplanetários que se formam ao redor de estrelas jovens subsequentes, processo de enriquecimento que introduz elementos pesados e água nesses discos numa fase muito anterior à considerada possível pelos modelos tradicionais de formação planetária.
Esse processo de enriquecimento por supernovas próximas, em vez de depender exclusivamente do acúmulo lento de material processado por várias gerações sucessivas de estrelas, é o que permite às simulações projetar a formação de planetas rochosos numa janela de tempo tão próxima do início do Universo quanto 100 milhões de anos após o Big Bang.
As simulações descritas pelo ScienceDaily não apontam para a formação de um único planeta isolado, mas sugerem que discos enriquecidos por supernovas de primeira geração poderiam conter material suficiente para dar origem a vários planetas rochosos simultaneamente ao redor da mesma estrela jovem.
Essa possibilidade de formação múltipla reforça a plausibilidade do mecanismo proposto, já que a quantidade de elementos pesados e água necessária para formar apenas um planeta rochoso isolado seria consideravelmente menor do que a quantidade requerida para sustentar a f
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em oantagonista.com.br — o conteúdo pertence a O Antagonista.