Sakamoto: Lula busca capitalizar ida à ONU e atrair atenção para si
Ouvir 1× 0.5× 0.75× 1× 1.25× 1.5× 1.75× 2× Lula tenta usar a ida a Nova York para "capitalizar" politicamente o discurso na ONU e puxar os holofotes de volta para si, avaliou o colunista Leonardo Sakamoto no UOL News - 2ª edição , do Canal UOL.
O presidente participa amanhã da Assembleia Geral da ONU, quando fará o discurso de abertura do encontro. Para Sakamoto, o momento concentra a atenção do mundo - e do Brasil - no pronunciamento.
A ideia agora é puxar a atenção em um evento que o mundo estará olhando, e principalmente o Brasil. A atenção está difusa ultimamente: tem Moraes, Mendonça, Vorcaro... Há um monte de coisa, e pouco se discute sobre Flávio e Lula. Então, a ideia agora é puxar a atenção em um evento em que o mundo estará olhando, e principalmente o Brasil. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Na avaliação do colunista, Lula chega a Nova York com uma agenda que combina encontros com líderes e figuras políticas alinhadas ao campo progressista. Ele citou a reunião com o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e com o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi.
O Lula tem isso e a questão ambiental, exatamente pela projeção do Brasil nesse tema. Nós somos o país que possui a maior quantidade da maior floresta equatorial e do maior reservatório de biodiversidade do mundo, e acabamos sendo naturalmente uma liderança na questão, ou deveríamos ser uma liderança nessa questão. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
Sakamoto disse que Lula também se apoia em temas que, segundo ele, projetam o Brasil no exterior - como o combate à fome e a preservação ambiental - e lembrou a articulação do governo na Aliança Global contra a Fome.
O colunista apontou ainda que o presidente tenta reforçar a imagem de "estadista" ao dar entrevista para a jornalista Christiane Amanpour, da CNN Internacional, e ao defender organismos multilaterais em um cenário que, segundo ele, perdeu força com a postura de Donald Trump.
Isso acaba ajudando na imagem do presidente Lula como estadista. Os organismos multilaterais, que é algo que o Lula defende, perderam bastante importância relativa. Por quê? Por causa do Trump.
Depois do governo Trump, há uma discussão forte se a sede da ONU deve ou não continuar em Nova York. Leonardo Sakamoto, colunista do UOL
A defesa do multilateralismo deve ter mais uma vez nesse discurso de amanhã na Assembleia Geral, que deve ter por volta de 20 minutos, em que ele vai tirar uma série de recados aos EUA, em Donald Trump, embora não o vá citar nominalmente, segundo apuramos. É claro que ele tem como objetivo atingir também o eleitor no Brasil. Mariana Sanches, colunista do UOL
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