Candidato ao Senado, Gladson acredita que condenação no STJ será revertida
O ex-governador do Acre Gladson Cameli (Progressistas), candidato ao Senado nas eleições deste ano, afirmou nesta sexta-feira, 28, ao ac24horas ter certeza de que conseguirá reverter a condenação recebida no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e disputar a eleição.
Cameli entrou com recursos no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Tribunal Regional Eleitoral do Acre (TRE-AC). Questionado sobre a possibilidade de superar a condenação, tornar-se elegível e concorrer ao Senado, afirmou que não teria iniciado a campanha se acreditasse que não poderia disputar. “Com toda certeza. Eu não tenho dúvida. Eu não teria coragem de vir publicamente pedir o voto das pessoas, andar nas ruas, se eu não pudesse disputar as eleições”, disse.
O ex-governador argumentou que a condenação ainda não teria transitado em julgado e citou decisão do STF relacionada às provas utilizadas no caso. “A primeira resposta que eu posso lidar com muita tranquilidade é que não está transitado e julgado. A alta corte do Poder Judiciário, que é o Supremo Tribunal Federal, já em dezembro afirmou que as provas são nulas. São nulas”, ressaltou.
Segundo Cameli, a decisão do STF teria invalidado provas apresentadas pela Operação Ptolomeu. “O Supremo Tribunal Federal que disse, não fui eu que falei, que as provas apresentadas pela Operação Ptolomeu estão nulas”, pontuou.
Questionado diretamente se acredita que sua condenação será revertida, Cameli foi mais enfático. “Eu não acho não, tenho certeza. E sou candidatíssimo a senador da República”, acrescentou.
O candidato também descartou a possibilidade de trabalhar com um plano alternativo caso seja impedido de disputar. “Não existe plano B, só existe plano A. Que é pedir voto. E chegar dia 4 de outubro, depois, que é passar as eleições, comemorar e dizer… É o jogo da democracia”, pontuou.
Cameli afirmou ainda confiar no Judiciário e disse que sua situação jurídica afeta sua família. “Eu, sobre esse assunto, estou com muita tranquilidade. Luiz, eu não desejo isso para ninguém. Não desejo. Não desejo. Então eu confio na Justiça, como sempre disse, não desde hoje. Confio nos poderes e sei da minha inocência”, ressaltou.
“Minha família sofre muito com isso. Eu tenho um pai, tenho uma mãe, tenho irmãos, tenho meu filho, Guilherme. Agora, isso aí é questão só de chegarmos no dia 4 de outubro, após as eleições”, afirmou.
Durante a entrevista, Cameli também foi questionado se considera ter sido vítima de perseguição política e sobre a condenação determinada pelo STJ. “Não, mas é porque as pessoas ficam querendo confundir o eleitor”, respondeu.
Questionado sobre quem seriam essas pessoas e se se considera perseguido politicamente, afirmou: “Eu não preciso responder isso. Acho que seria bom, né? Mas assim eu te respondo com uma tranquilidade: se você procurar a história que você vai ver. E quando eu digo que eu fui perseguido, fui perseguido politicamente, veja quem fez a denúncia da Ptolomeu. Quem foi? Quem foi que iniciou a Ptolomeu?”, pontuou.
Cameli voltou a afirmar que as provas utilizadas no processo seriam nulas e citou as prerrogativas relacionadas ao cargo de governador.
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